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“Batuca Tango” é o novo espetáculo da Companhia El Abrazo Tango e que promete resgatar as tradições mais originais e remotas do envolvente ritmo argentino. O show é uma prévia do que o público vai poder apreciar durante a Campanha de Popularização do Teatro e Dança, em sua temporada 2018. O espetáculo “Batuca Tango” será no Cine Theatro Brasil Vallourec, no dia 15 de novembro, às 21 horas. 

De acordo com o material de divulgação do espetáculo, “muito se fala de suas características urbanas, no início do Século XIX. Porém, o surgimento do Tango nos faz voltar muitos anos na história. O nome do estilo em si tem origem na imitação do som do tambor, tangô, palavra também utilizada para nomear o local em que se dançava.” De acordo com um dos diretores da Companhia El Abrazo Tango, Navir Sallas, “o espetáculo tem mais ênfase na percussão e em alguns trechos inclui técnicas de sapateado”.

O grupo El Abrazo tem se notabilizado na divulgação do tango em terras mineiras. Com a criação de um corpo de baile próprio, em 2010, a companhia emplaca um sucesso atrás do outro. Em 2016, o espetáculo “Nuestro Baile” encantou plateias pelo interior - com 15 apresentações - e mais duas temporadas na capital. Desde 2010, a companhia atinge um público mais eclético e crescente, ao participar da campanha de popularização.

A renovação do tango faz parte de movimentos mundiais, mas com origens em Buenos Aires. Na própria capital argentina, bailarinos sisudos, de ternos escuro e cabelo engomado, juntamente com melodia solene e dramática começaram recentemente a dar lugar ao que os portenhos classificaram de eletrotango’. Assim, um público de menos de 30 anos começo a frequentar as milongas, ou locais onde tradicionalmente dança-se o tango. A onda se espalhou pelo mundo, e além do Brasil, há registros de grande adesão de jovens em Tóquio.

Boemia e sensualidade

Mas, considerada a mais sensual de todas as danças, o Tango tem origens no final do século XIX. Quando executado na zona boêmia de Buenos Aires, a dança incorporou um sentido erótico e dramático que a caracteriza até hoje.

Segundo o diretor da companhia El Abrazo Tango, Navir Salas, o ritmo e a melodia ganharam novas influências em dois momentos distintos. Na década de 1920, com o sucesso internacional de Carlos Gardel e a partir de 1940 com a riqueza melódica e inventiva de Astor Piazzola. 

Arquiteto e bailarino

O argentino Navir Salas, diretor da companhia El Abrazo Tango ainda mantém o inconfundível sotaque portenho e o entusiasmo pelo tango. Arquiteto que trocou as pranchetas pelas pistas de dança, chegou a Belo Horizonte a 2004 e logo vislumbrou um mercado potencial para o tango.

Conciliando a profissão com as primeiras aulas particulares, Navir chegou a dar 15 aulas por dia. Foi quando abandonou os projetos e decidiu viver de sua paixão, logo abrindo seu estúdio de dança no bairro Carmo, região Centro Sul da Capital. Era o ano de 2006.

À semelhança da capital argentina, Navir Salas diz que não há uma grande comunidade em torno do tango em Belo Horizonte. “Existem pequenos guetos, cada um com uma espécie de aura particular, já que o ritmo é bem autoral com cada par desenvolvendo uma espécie de coreografia particular dentro das infinitas possibilidades que o tango proporciona”, explica. 

A cena inesquecível do filme “Perfume de Mulher” em que Al Pacino, interpretando um militar cego que rodopia com uma bela mocinha em um salão chamou a atenção do mundo. Desde então explodiram as casas de tango e salões especializadas em ensinar os primeiros passos.


Serviço
Show: “Batuca Tango” da companhia “El Abrazo Tango”
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec - Avenida Amazonas, 315 - Centro
Data: 15 de novembro
Horário: 21 horas
Ingressos: R$ 50 (inteira)
R$ 25 (meia)

Mais informações no https://cinetheatrobrasil.com.br/programacao/batuca-tango/