Maria e Franga pode?

Alexandre Simões / 13/02/2014 - 01h37
A Copa Libertadores do ano passado começou com a morte do garoto Kevin Espada, vítima de um sinalizador atirado por torcedores corintianos. A deste ano se inicia com a vergonhosa manifestação racista da torcida peruana contra o volante Tinga, do Cruzeiro.
 
A Conmebol precisa agir. A maior competição de clubes da América não pode, a cada ano, ser disputada sob a marca da irracionalidade.
 
Por falar em racionalidade, são bacanas e até emocionantes as manifestações pelas redes sociais que unem atleticanos e cruzeirenses contra o racismo. Futebol tem que ser assim.
 
Mas tem muita gente indignada nas redes sociais com a manifestação peruana, que não perde a chance de se dirigir ao rival como "Maria" ou "Franga".
 
Preconceito é preconceito. Que Tinga, com tanta sabedoria, tenha dado uma lição não só nos peruanos. Mas também nos mineiros que insistem em achar que dar ao rival a marca da homessexualidade é uma maneira de diminuí-lo.
 
Não há como não lembrar de Cazuza: "Vamos pedir piedade, Senhor piedade, pra essa gente careta e covarde".
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