Muffin ou cupcake?

Aqui é Galo! / 03/06/2017 - 19h01
Alex

 

 

Num time com jogadores experientes e vencedores, no Brasil e no exterior, imagino que o sentimento de Alex Silva é de... “Osmar! Osmar!”, grita a Julia, esbaforida, chamando a minha atenção para o início de seu desenho favorito.

Osmar é um pão de forma. Na verdade, aquela parte mais cascuda rejeitada por muitos. Não diferente da reação de torcedores ao verem  Alex Silva como única opção para a lateral-direita, após as contusões de Marcos Rocha e Carlos César.

É como se, no desjejum, só tivesse aquela, você sabe, bundinha do pão de forma. Mas o problema é que apenas veem o lado de fora, quando, diz a minha mãe, a parte de dentro da “bundinha” pode ser usada para um delicioso sanduíche.

É nisso que estou apostando para o jogo contra o Palmeiras. Em seu retorno ao Atlético, após voltar de empréstimo ao América, Alex Silva já começa com a responsabilidade de ser titular e municiar atacantes como Fred, Cazares e Robinho.

Uma virtude de Osmar é que ele é otimista, buscando fazer de tudo para ser importante, diferentemente de um Charlie Brown, amigo inseparável do Snoopy, ou aquela hiena chamada Hardy, que não parava de lamentar “Oh, dia, oh, céus, oh, azar...”.

A partir do desprezo e da arrogância de outros, vários enredos de sucesso entraram para a História. Com aquela cara de chinês de Alex Silva, podemos citar a vitória do Vietnã na guerra contra os Estados Unidos, nas décadas de 60 e 70.

O Vietnã, esperto, não quis bater de frente com o poderoso Tio Sam e uma de suas táticas era simplesmente desaparecer. Sob a superfície do país, havia quilômetros e quilômetros de túneis, usados para surpreender o inimigo.

Talvez esse seja o melhor caminho para Alex Silva afastar todas as desconfianças da Massa, repetindo um percurso feito por Marcos Rocha, que também sofreu o pão (para continuarmos no universo de Osmar) que o diabo amassou em seu início no Galo.

Ele também precisou ir para o América, emprestado, e voltar para ajudar o Galo na conquista do Mineiro e do vice-campeonato brasileiro, em 2012. No ano anterior, a posição representou um verdadeiro “pão azedo”, com Patric, Carlos César e Serginho.

Marcos Rocha acrescentou fermento biológico, crescendo em campo. Dizem os especialistas que o primeiro pão fermentado teria sido descoberto por acaso, como foi com Rocha, uma aposta que acabou dando certo, nunca mais perdendo a titularidade.

Tanto Rocha como Alex Silva são típicos pães sovados, que foram muito amassados (surrados) antes de criarem consistência. E nada melhor do que um jogo contra uma equipe forte para separarmos homens de meninos. Na padaria, muffins ou cupcakes.

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