A força das Fintechs

Opinião / 16/05/2018 - 06h00

 

 

Aroldo Rodrigues*
 
Estamos habituados a resolver tudo pelo celular, a gama de aplicativos disponíveis nos permite pedir refeições, comprar passagens aéreas, combinar caronas e até realizar reservas de hotéis. Essas facilidades são desenvolvidas pelas chamadas “startups”, que são empresas novas, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que contam com projetos promissores, ligados a pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadora.
 
As Fintechs são startups que usam tecnologia de forma intensiva para oferecer produtos na área de serviços financeiros de uma forma inovadora. Essas empresas focam em entregar soluções financeiras mais baratas e ágeis a seus usuários. Já pensou contrair um empréstimo ou financiar um carro via aplicativo? Hoje isso já é possível, e melhor, com juros abaixo dos praticados no mercado. Isso é possível porque uma Fintech geralmente não possui despesas altas, como os bancos tradicionais. Aluguéis, alto número de funcionários, seguranças de agências etc.. são despesas inexistentes nestas empresas, além da otimização dos processos, resultado das soluções tecnológicas.
 
A crise financeira impulsionou o crescimento do setor, os clientes se viram à procura de crédito mais barato e descomplicado, carro-chefe das fintechs. O crescimento em mais de seis vezes no número de inscritos na Associação Brasileira de Fintech (ABFintech) é prova deste crescimento.
 
A organização foi criada em 2016, com 50 associados, e agora, um ano depois, já tem 320. Este mercado poderia estar maior, mas esbarramos na legislação brasileira. Temos um sistema financeiro altamente regulado, o que não é algo negativo, mas impede o crescimento mais agressivo no setor. Ainda falando sobre segurança, essa alta regulação faz com que seja altamente seguro utilizar os serviços das Fintechs, eles passam pelas mesmas auditorias e fiscalizações de um banco tradicional. A diferença é que não vão te servir cafezinho e a taxa de juros é menor. Vale a pena experimentar. 
*Economista, pós-graduado em Consultoria Empresarial, palestrante e professor universitário 
 
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