A logística na história

Opinião / 05/10/2017 - 06h00

José Eustáquio Simões*

Em um passado remoto, podemos identificar fatos que tinham a Logística como fator fundamental para a sua execução. Um deles, há cerca de 4..500 anos, foi a construção das pirâmides egípcias mais famosas, Queóps, Quéfren e Miquerinos. Junto com os mistérios que ainda hoje cercam estas obras, fica também o segredo de como construir estruturas que chegaram a 140 metros (equivalente a um prédio de 46 andares), transportando e erguendo pedras com peso médio de 2.500 kg sem equipamentos que tornariam isto uma tarefa complexa, mesmo hoje.

Há 73 anos, acontecia a 2ª Guerra Mundial, que teve o maior fato logístico da história, o Dia D, em 6 de junho de 1944, que movimentou 300 mil homens e milhares de armamentos, com o intuito de retomar dos alemães a região da Normandia. O Evento foi marcado pelo uso das comunicações como parte importante da estratégia. Foi tão grande que hoje é usado para marcar o dia da Logística, que é comemorado todo dia 6 de junho. 

Atualmente, no Brasil, temos os modais de transporte bem mapeados e conseguimos calcular com relativa qualidade os custos envolvidos, seja se transportamos pelo modal Rodoviário, o mais utilizado, o Hidroviário, de mais baixo custo, o Aeroviário, de custos proibitivos para a maioria dos produtos, o Ferroviário, em quantidade insuficiente para as nossas necessidades. Temos, ainda, o modal Dutoviário, que transporta grandes quantidades ininterruptamente.

No modal Aeroviário, estão sendo produzidos os aviões Airbus A380 que transportam 525 passageiros em sua configuração de três classes. Esta capacidade pode ser aumentada para incríveis 853 pessoas, em classe econômica única. 

Temos um fator que pode revolucionar a Logística: A utilização de dirigíveis para transporte de carga. O desenvolvimento da tecnologia dos dirigíveis foi brutalmente interrompido pelo acidente do Zeppelin Hindenburg, em 1937. O hidrogênio, gás altamente inflamável, foi o responsável por incendiar totalmente o dirigível. 

O projeto foi retomado há duas décadas. Aqui no Brasil, em 24/7/2017, ocorreu o voo inaugural do primeiro Dirigível construído na América Latina, da Airship do Brasil. A partir dele, está em desenvolvimento o modelo ADB 3-30, com 140 m de comprimento e capacidade de carga de 30 toneladas, que podem ser expandidas. Ele utiliza o gás hélio inerte para flutuar, gás não inflamável. Sua velocidade média é de 125 km/h, voando a 400 metros de altura.

A busca pela redução de custos e pelo aumento da eficácia na cadeia de suprimentos tem gerado esforços da indústria na busca de soluções para melhoria das operações, dentro dos armazéns e no transporte de produtos, e o resultado disto é o desenvolvimento que temos visto da Logística.

(*) Especialista em Logística, professor da Faculdade Promove

 

 

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