Importância do aleitamento materno

Opinião / 06/08/2018 - 06h00

Paula Cristina M. Soares (*)

O leite materno é o alimento mais completo para a saúde e desenvolvimento infantil, contendo a quantidade certa de anticorpos, vitaminas, proteínas, água, sais minerais e gorduras necessárias para o bebê. O consumo logo após o nascimento reduz em 22% a mortalidade neonatal. A Semana Mundial do Aleitamento materno foi instituída há mais de 26 anos e, em 2018, acontece entre 1º e 8 de agosto com o tema “Amamentação é a base da vida”.

A campanha, segundo o Ministério da Saúde, expressa a ideia de que o aleitamento materno garante benefícios até a fase adulta e busca conscientizar a sociedade, principalmente as mães, sobre a importância desse alimento e, dessa forma, aumentar os índices de aleitamento no Brasil. Conforme a Organização Panamericana de Saúde (Opas), apenas 54% das crianças são amamentadas na primeira hora de vida na região das Américas.

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. Os benefícios são múltiplos, como o vínculo mãe-filho para o desenvolvimento emocional de ambos. Além disso, o leite materno é muito mais que um alimento, sendo uma substância capaz de regular beneficamente o sistema imunológico, protegendo contra diarreia, desnutrição, obesidade infantil, diabetes tipo I, alergias e infecções. Ele já está na temperatura ideal, sendo facilmente digerido, constituindo o método mais barato e seguro de alimentação até o sexto mês de vida. Mamar no peito ainda proporciona o desenvolvimento da musculatura da face, beneficiando a fala e a respiração.

As vantagens também são muitas para a mãe, como a redução do risco de hemorragias, câncer de mama e de ovário, perda mais rápida de peso e prevenção contra uma nova gravidez. Amamentar é um processo natural que estimula ainda a autoestima.

Diante da importância do aleitamento materno, leis foram criadas para garantir o direito à amamentação. Em 2008, a legislação regulamentou a opção de extensão da licença maternidade de 120 para 180 dias, sem prejuízo salarial, estimulando o aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida. O ato ainda é a melhor proteção para o bebê. Em junho de 2016, foi sancionada a Lei Municipal 10.940 para assegurar o aleitamento materno em locais públicos e privados de Belo Horizonte, com previsão de multa ao estabelecimento que impedir ou constranger a lactante. Em dezembro/16, foi a vez do Estado de Minas Gerais regulamentar o direito pela Lei 22.439/2016.

Amamentar é um momento único da maternidade. O ato transmite à criança segurança, equilíbrio e, por isso, apresenta incontáveis benefícios para a saúde e bem-estar da mãe e do bebê. 

(*) Diretora da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais

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