Novo corte nos juros

Opinião / 07/02/2018 - 06h00

Aroldo Rodrigues*

O consumidor brasileiro não tem o hábito de poupar dinheiro. Os motivos que fazem com que o Brasil tenha uma das menores taxas de poupança do mundo são culturais. Na China, por exemplo, a taxa de poupança é mais que o dobro da brasileira. O chinês poupa 30% do seu salário.
Outro hábito nada saudável do brasileiro é, além de não poupar, se comprometer com gastos que extrapolam seu orçamento.
Para cobrir esse rombo, o consumidor recorre ao caminho mais simples, os créditos pré-aprovados: Cheque especial ou crédito rotativo do cartão de crédito. Por conta da facilidade de contratação e por consequência maior risco para instituição, os bancos cobram maiores taxas para esse tipo de empréstimo. Juros funcionam como prêmios para o risco, quanto maior o risco maior o juro cobrado.
A boa notícia para estes consumidores que recorrem a esta modalidade de crédito é que os juros do cheque especial e cartão de crédito tem caído, acompanhando as reduções recorrentes na SELIC que atualmente se encontra em 7% ao ano.
O rotativo do cartão de crédito passou para 323% ao ano. Já o cheque especial caiu para 162%% ao ano, valores ainda exorbitantes, que nos colocam no topo do ranking mundial de juros cobrados a pessoa física. A queda na inadimplência foi um dos fatores das responsáveis pela redução dos juros
Esta queda na inadimplência reflete a retomada do mercado de trabalho que por sua vez é influenciada pelo reaquecimento da atividade econômica. Crescimento econômico que não se abalou pelos escândalos recorrentes na política.
A expectativa é que com esta redução dos juros, que é um oxigênio para o mercado, economia se recupere e tenha um crescimento aproximado 2,3% do PIB, em 2018 frente aos desempenhos pífios dos últimos anos.

(*) Economista, pós-graduado em Consultoria Empresarial, palestrante e professor universitário

 

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