O homem mais curioso

Opinião / 03/07/2018 - 06h00

Mauro Condé*

Acabo de voltar de uma excelente viagem rumo ao conhecimento. O meio de transporte que usei foi uma coleção de livros. Eles me levaram para a cidade de Vinci, na Itália do Século XVI, no ano de 1517. Lá fui recepcionado para um bate -papo por um dos maiores gênios de todos os tempos, o incrível Leonardo Da Vinci.

Por favor, me ensine algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor, fui logo pedindo para ele.

– “Seja muito curioso meu jovem. O segredo da vida está contido dentro de uma curiosidade insaciável, a maior força motriz da evolução humana”

Ele me disse que desenvolveu uma curiosidade absurda para poder superar as adversidades, desde seu nascimento, fruto de um relacionamento extra-conjugal do pai com uma camponesa de 16 anos, até as dificuldades financeiras para se manter na adolescência e fase adulta.

Verdadeiro Homem Da Renascença, Leonardo se tornou pintor e ao mesmo tempo matemático, engenheiro, arquiteto, desenvolveu profundos conhecimentos sobre ótica, perspectiva, mecânica, anatomia, dinâmica de fluidos, entre outros . Pintou obras de arte eternas como “A Última Ceia” e “O Homem Vitruviano”, onde uniu conhecimentos de arquitetura com anatomia para representar um homem colocado geométrica, filosófica e proporcionalmente no meio de um círculo e de um quadrado.

Revolucionou a medicina ao afirmar pela primeira vez que as origens do sistema vascular se davam a partir do coração e não do fígado, como era a crença médica até aquela época.

Na pintura, quebrou todos os paradigmas, ao dar vida ao que antes era parado e estático. Pintou a Mona Lisa, quadro onde inovou ao dar formas multidimensionais para figuras antes só retratadas apenas de perfil. Queria pintar as emoções e os sentimentos através da manipulação sutil e inteligente das cores, luz e sombra. A Mona Lisa é um enigma – conhecida pelo seu sorriso, parece expressar diferentes emoções dependendo do ponto de vista – olhando para seus olhos, temos a impressão de que está sorrindo. Mudando o foco para a sua boca, o sorriso magicamente desaparece.

Siga o exemplo de Da Vinci: 

Recuse ser refém e vítima das circunstâncias e seja extremamente curioso para remover todos os obstáculos para ter uma vida melhor.

*Palestrante, consultor e Fundador do Blog Do Maluco

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