Pense tão rápido quanto um bombeiro

Opinião / 08/08/2017 - 06h00

Mauro Condé*

“Loucura é você continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente” -Einstein. Na minha opinião, pensar é uma das atividades mais prazerosas da vida.

Existem diversas estratégias de pensamento crítico para encontrar uma solução ideal. Uma das formas de pensamento que mais me encanta é aquela usada pelos bombeiros diante de situações tensas e de muito perigo, onde um erro pode ser fatal. Eles precisam tomar decisões cruciais em frações de segundos.

Nestas situações, os bombeiros geralmente não dispõem de muito tempo para análise prévia e planejamento detalhado da situação e por isso estão sempre atuando no limite. Quando dispõem de tempo, comparam a situação vivida no momento com situações passadas, identificam quais situações são mais relevantes para o evento em questão e depois repetem as mesmas soluções que funcionaram no passado.

Mas quando eles se deparam com um incêndio muito grave, eles costumam não dispor de tempo para pesar os prós e os contras diante de uma enorme multiplicidade de ações. Ao invés disso, eles pensam em alguns incêndios que combateram com sucesso no passado e analisam rapidamente o que poderiam reaplicar na situação do momento, considerando as características do fogo, o layout dos prédios e todo ambiente ao redor para determinar rapidamente o que fazer.

Só que algumas situações são completamente novas. Como é que os bombeiros agem e pensam então? Nesses casos, eles lançam mão de uma análise rápida e muito inteligente – eles usam o que eu chamo de análise pré-morte.

Assim como os médicos legistas usam um exame pós-morte (ou autópsia) para detectar a causa da morte de um determinado paciente, os bombeiros usam uma abordagem pré-morte que os permite antecipar eventos futuros antes que eles realmente aconteçam e evitar possíveis erros e falhas. Nestes casos os bombeiros simulam o futuro e se perguntam – o que deu errado aqui, antes de tomarem suas decisões.

Pense tão rápido quanto um bombeiro – da próxima vez que enfrentar uma situação muito crítica, imagine a solução possível e imagine que a sua implantação representando uma falha grave e gerando uma solução incorreta.

Então pergunte a si mesmo – o que deu errado aqui? E aja para evitar esta hipotética falha, usando esta informação para mitigar os riscos que você pode ter ignorado inicialmente. Salve Vidas!

(*) Palestrante, consultor e fundador do Blog do Maluco

 

 

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