Redução dos juros ao consumidor

Opinião / 11/10/2017 - 06h00

Aroldo Rodrigues*

O consumidor brasileiro não tem o hábito de poupar dinheiro. Os motivos que fazem com que o Brasil tenha uma das menores taxas de poupança do mundo são culturais. Na China, por exemplo, a taxa de poupança é mais que o dobro da brasileira. O chinês poupa 30% do seu salário.

Outro hábito nada saudável do brasileiro é, além de não poupar, se comprometer com gastos que extrapolam seu orçamento.

Para cobrir esse rombo, o consumidor recorre ao caminho mais simples, os créditos pré-aprovados: Cheque especial ou crédito rotativo do cartão de crédito. Por conta da facilidade de contratação e, por consequência, maior risco para instituição, os bancos cobram maiores taxas para esse tipo de empréstimo. Juros funcionam como prêmios para o risco, quanto maior o risco maior o juro cobrado.

A boa notícia para estes consumidores que recorrem a esta modalidade de crédito é que os juros do cheque especial e cartão de crédito tem caído, acompanhando as reduções recorrentes na Selic  que, desde outubro, do ano passado caiu de 14,25% para 8,25% ao ano. O rotativo do cartão de crédito passou de 399% ao ano em julho para 397,4% ao ano em agosto. Já o cheque especial caiu de 321,3% ao ano em julho para 317,3% ao ano em agosto - queda de quatro pontos percentuais. A queda na inadimplência foi um dos fatores responsáveis pela redução dos juros

Esta queda na inadimplência reflete a retomada do mercado de trabalho que, por sua vez, é influenciada pelo reaquecimento da atividade econômica. Crescimento econômico que não se abalou pelos escândalos recorrentes na política. 

A expectativa é de  que com esta redução dos juros, que é um oxigênio para o mercado, a economia se recupere e tenha um crescimento aproximado de 1,5% do PIB, frente aos desempenhos pífios dos últimos anos.

(*) Economista

 

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