Cirurgias de reparação e o SUS

Saúde em Dia / 29/12/2016 - 06h00

Os procedimentos de reparação feitos para reconstruir o corpo e a autoestima cresceram nos últimos anos. Mas quando se menciona a expressão “cirurgia plástica”, o pensamento é a estética. Algumas vezes, no entanto, a intenção não é somente tornar alguma parte do corpo mais bonita ou harmônica e sim devolver a uma pessoa a alegria com o próprio corpo. É o que fazem as cirurgias plásticas reparadoras e reconstrutivas.

Esse tipo de operação inclui, por exemplo, regiões do corpo afetadas pelo câncer, como as reconstruções de mamas, além de reparar orelhas “de abano”, tratamento para síndromes congênitas, reconstruções após acidentes, queimaduras ou tratamento de cicatrizes.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os números aumentaram em todos os níveis. Em 2009, foram realizadas 629 mil cirurgias plásticas no Brasil, o que nos colocava no segundo lugar no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Dessas cirurgias, 27% eram reparadoras (cerca de 170 mil). Em 2015, foram realizadas 1,5 milhão de cirurgias plásticas, sendo 600 mil reparadoras – alta de 40%.

As mulheres são, normalmente, as que mais procuram por esses procedimentos, que se tornam essenciais para a cura de traumas físicos e psicológicos.

Saúde Pública

Em março, foi regulamentada uma lei que permite ao Sistema Único de Saúde em todo o Brasil atender gratuitamente os casos em que a mulher sofreu violência doméstica e precisa de cirurgia plástica reparadora.

O SUS já disponibiliza há tempos a cirurgia plástica em outros casos de reparação. O sistema público cobre, por exemplo, plásticas para fenda palatina e lábio leporino, implantes de silicone em mulheres que passaram por câncer de mama ou operação de redução dos seios naquelas que desenvolvem problemas de coluna devido ao peso da mama.

O que muitos pacientes buscam, no fim, é se sentirem bem novamente. E a cirurgia reparadora pode não significar vida plenamente normal, mas uma vida nova e um caminho para se sentirem recuperados após situações tão extremas.

Fonte: SBCP

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