Apostas equivocadas marcam planejamento do Atlético

Alexandre Simões / 04/08/2017 - 12h10

Os problemas do Atlético são muito maiores do que a gente imaginava. E há uma decisão do técnico Rogério Micale que escancara uma falha que considero imperdoável, principalmente do ex-técnico Roger Machado, mas com participação também de quem cuida do futebol do clube.

A temporada 2017 começou com Robinho com um dos salários mais altos do futebol brasileiro. Além disso, o clube desembolsou cerca de R$ 5 milhões para manter o venezuelano Otero, que teve 50% dos seus direitos econômicos comprados, o que permitiu sua sequência na Cidade do Galo.

Já com a bola rolando na temporada, o Galo seguiu em busca de meia-atacantes. Foi ao mercado e buscou Marlone, no Corinthians, em troca de Clayton, uma aposta frustrada feita no ano passado.

Logo depois, desembarcou na Cidade do Galo Valdívia, revelação do Internacional, mas que não conseguiu recuperar no Colorado o seu grande futebol após uma séria cirurgia.

Mesmo assim, o Atlético apostou nele. E pagou cerca de R$ 2 milhões pelo empréstimo por um ano do jogador, que tem os diretos econômicos fixados em R$ 15 milhões.

Apesar de toda essa turma, nas duas últimas partidas o novo técnico do clube, Rogério Micale, optou por Pablo, uma aposta que chegou ao Galo em 2015, nunca tinha conseguido vingar e viveu seu melhor momento defendendo o América na Série B de 2015.

Qual a culpa de Pablo na história? Nenhuma. Muito pelo contrário. É um jogador em busca de espaço e que corre o risco de ter a história no Atlético comprometida, mais uma vez, agora pelo momento de instabilidade do time, que faz um Campeonato Brasileiro muito ruim.

De toda forma, por mais que o jogador não carregue culpa, a escalação de Pablo nos dois últimos jogos, lembrando que contra o Corinthians Marlone, por contrato, não podia jogar, é uma prova de que as apostas do Atlético para 2017 foram quase todas desastrosas.

E o reflexo disso no desempenho do time é evidente. E a prova disso é a matéria de hoje do Frederico Ribeiro, mostrando que o se o Atlético não marcar pelo menos quatro gols sobre o Grêmio, domingo, em Porto Alegre, terminará o turno do Campeonato Brasileiro com a sua pior média de gols marcados na primeira metade da Série A.

 

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