Deu saudade do Leandro Donizete e do Levir Culpi

Alexandre Simões / 14/07/2017 - 08h33

No Independência para ver o Atlético e Santos da última quarta-feira, percebi no time da Vila Belmiro dois personagens idolatrados pela torcida atleticana (um de forma mais intensa, o volante Leandro Donizete, e outro de forma mais discreta, o técnico Levir Culpi), e voltei no tempo. E esse retorno me trouxe ao presente.

A conclusão que cheguei é que falta um pouco de Leandro Donizete e Levir Culpi neste time do Atlético. O volante, que teve até sua bandeira vestido de general aberta atrás de um dos gols por uma organizada, carrega uma característica de entrega total dentro de campo que falta à equipe de Roger Machado.

O Galo carece de um volante marcador, estilo formiguinha, que parece estar presente em vários lugares ao mesmo tempo e toma conta da entrada da área. E este jogador não existe no grupo atual.

Além disso, a impressão que carrego é a de que o estilo de Levir Culpi faz falta ao Atlético. Não que Roger Machado não sirva, tenha que ser demitido. Nada disso.

Mas Levir tem a dose certa do remédio que precisa ser aplicado em grupos com grandes estrelas, como é o caso do Galo neste momento.
As frases trocadas por entrevistas e redes sociais não fazem bem. Não adianta quererem minimizar o que aconteceu entre Marcos Rocha e</CW> Rafael Moura, pois a impressão passada não foi boa.
 

O Galo carece de um volante marcador, estilo formiguinha, que parece estar presente em vários lugares e toma conta da entrada da área


Marcos Rocha estava carregado de razão na sua cobrança, feita de cabeça quente, pois ele estava saindo de campo num jogo em que a vitória escapou, mas que resumiu exatamente o que pensava todo torcedor atleticano que viu o jogo do time contra o Botafogo, que era para terminar pelo menos 4 a 1 para o Galo, mas ficou no 1 a 1.

Nessa história, o erro está com Rafael Moura, que colocou lenha na fogueira, principalmente quando foi às redes sociais dizer que não é homem de dar recados, muito menos via imprensa, que foi exatamente o que Marcos Rocha fez no Engenhão.

Administrar o momento, dentro e fora de campo, é a tarefa urgente de Roger Machado. E ele terá que colocar em ação, pelo menos em parte, o jeito Levir Culpi de ser. Além disso, para arrumar o seu time, será fundamental que o espírito de Leandro Donizete esteja presente. Se o Brasileirão está perdido, Libertadores e Copa do Brasil ainda estão bem vivas no horizonte atleticano.
 

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