Disputa eleitoral fortalece cruzeiro, que precisa de paz

Alexandre Simões / 01/09/2017 - 12h32

Na última quarta-feira, após ouvir 307 dos 473 conselheiros que participarão das eleições para a sucessão de Gilvan de Pinho Tavares, o Hoje em Dia mostrou um certo equilíbrio na disputa, mas com vantagem de Wagner Pires de Sá, candidato da situação, sobre Sérgio Santos Rodrigues, apoiado pelos ex-presidentes Zezé e Alvimar Perrella.

A disputa pela presidência do Cruzeiro é algo saudável para o clube. Com grupos políticos tão fortes em lados opostos, isso significa uma oposição atuante, independentemente de quem sair vencedor em 2 de outubro, mesmo que esse candidato, com certeza, consiga fazer vencedora a sua chapa no Conselho Deliberativo. Esta eleição acontece após a escolha do substituto de Gilvan de Pinho Tavares e deve também contar com uma disputa entre os dois lados que brigam pelo comando cruzeirense.

Eleições por aclamação ou com candidatos únicos não cumprem ao seu propósito, que é o debate de ideias e propostas. É uma pena que um clube com torcida tão grande como o Cruzeiro tenha a eleição do seu presidente limitada a 473 conselheiros, sendo que a expectativa é de que cerca de 400 votem em 2 de outubro.

Com o futebol como carro chefe, o seu sócio desse ramo está totalmente afastado do processo. Nem mesmo a condição de Associado Conselheiro ele pode pleitear, muito menos participar da eleição das chapas dos associados. Processo que envolve apenas os cotistas do clube social do Barro Preto e Sede Campestre.

Esta é sem dúvida uma correção que o futuro presidente precisa brigar para que seja feita no Estatuto. Mas a briga maior, neste momento em que a reta final da campanha para se escolher o sucessor de Gilvan de Pinho Tavares divide espaço com a participação do time de Mano Menezes na decisão da Copa do Brasil (a partida de volta ocorre apenas cinco dias antes do pleito), é para que o Cruzeiro tenha paz em seus bastidores.
A busca pelos votos precisa seguir sem atrapalhar Mano Menezes e seus comandados. Afinal de contas, ninguém sabe quem será o presidente do Cruzeiro a partir de janeiro de 2018, e os números provam isso, apesar, repito, da vantagem de Wagner Pires de Sá no levantamento feito pelo Hoje em Dia.

O que todos sabem é que, se a Copa do Brasil for conquistada, esse mandatário iniciará sua trajetória com o reforço dos milhões que a Copa Libertadores proporciona aos seus participantes. E sonhando com a América e o Mundo.

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