O problema do Cruzeiro foi acreditar demais em 2017

Alexandre Simões / 12/05/2017 - 06h00

Apesar do péssimo momento do time do Cruzeiro às vésperas do início do Campeonato Brasileiro, está longe de ser a solução do problema a demissão do técnico Mano Menezes. Apesar de possuir parcela de culpa na crise, o treinador é superior a qualquer outro que o clube poderia buscar no mercado. E já mostrou, inclusive na Toca II, que tem capacidade para superar momentos ruins, pois, em 2015 e 2016, salvou o time do rebaixamento.

A queda de produção da equipe está diretamente relacionada à ausência de quatro importantes titulares. Ezequiel é um lateral que sabe defender. Manoel, o melhor zagueiro do time. Ariel Cabral, o volante que dá qualidade à saída de bola. Robinho, o melhor meia da equipe.

E o problema aumenta quando a ausência deles é compensada por jogadores que foram apostas equivocadas do clube. Neste ponto, o problema do Cruzeiro foi acreditar. Mayke já deu todas as demonstrações de que precisa deixar a Toca da Raposa II para tentar voltar a ser o jogador que apareceu como promessa em 2012 e se transformou em peça importante nas duas temporadas seguintes.
No final do ano passado, o presidente Gilvan de Pinho Tavares apostou suas fichas em Mayke, numa coletiva na sede administrativa do clube. E o jogador provou que não merecia tamanho crédito.

Na mesma coletiva, Gilvan prometeu um camisa 10 para a torcida. Na hora me lembrei das experiências frustradas com Diego Souza e Julio Baptista.

E desembarcou na Toca II Thiago Neves. E continuo lembrando de Diego Souza e Julio Baptista. É a trilogia do meia que foi mais problema que solução para o Cruzeiro. Investimento alto para um retorno desproporcional, pois o camisa 30, apesar de toda a qualidade, virou um problema para Mano Menezes.

E com Robinho em condições de jogar, terá que ser reserva. Vale investir tanto num reserva, repetindo o que já se passou com Julio Baptista e só não aconteceu com Diego Souza porque ele durou pouco na Toca II?

Para encerrar, o clube deveria divulgar quem acreditou em Caicedo. Um zagueiro fraco tecnicamente e de baixa estatura. A culpa não é dele. É de quem contratou.

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