Roger Machado corre o risco de ser o novo Adilson Batista?

Alexandre Simões / 21/04/2017 - 06h00

Em 2008, Adilson Batista foi “lançado” como treinador no mercado brasileiro pelo Cruzeiro. E até 2010 dirigiu o clube, onde tem uma bela história como jogador e uma amizade muito grande com a diretoria, principalmente os irmãos Perrella, com muita eficiência.

Ele já trabalhava na função há mais tempo, mas ainda não tinha conquistado espaço, nem aparecido, o que só foi acontecer de forma efetiva na Toca da Raposa II.

Foram belas campanhas no Campeonato Brasileiro de 2008 e 2009, um bicampeonato mineiro nessas temporadas, com direito a duas goleadas de 5 a 0 sobre o Atlético nas decisões, além do vice-campeonato da Copa Libertadores, numa decisão contra o Estudiantes.

Adilson Batista se sentia em casa na Toca II. E mais ainda no Mineirão, pois tinha a simpatia da maior parte da torcida, pela sua ligação com o clube.

Você pode estar se perguntando por qual motivo estou recordando da passagem do ex-treinador pela Toca da Raposa II. É para falar de Roger Machado, atual comandante do Atlético.

Vejo muita semelhança entre os dois. O início da carreira como treinador, no mercado brasileiro, já foi comandando grandes clubes, mas onde eles já tinham todo um ambiente favorável por causa da bela história construída nos tempos de jogador.

O sucesso no Cruzeiro fez Adilson Batista virar objeto do desejo de todos os grandes clubes do nosso futebol. Depois de deixar a Raposa, na metade de 2010, teve passagens meteóricas por Corinthians, Santos e São Paulo, sempre sem brilho e saindo bastante criticado pelos torcedores.

No final do ano passado, Roger Machado virou o objeto de desejo de vários clubes, com o Atlético vencendo uma disputa que contava ainda com Palmeiras e até Fluminense. O péssimo encerramento de temporada sob o comando de Marcelo Oliveira fez a diretoria apostar no treinador que tinha feito um bom trabalho no Grêmio e estava desempregado.

No tricolor gaúcho, a qualidade maior do time de Roger Machado era apoiar o seu jogo num quadrado de meio que contava com Wallace, Maicon, Giuliano e Douglas. No Atlético, ele não encontra jogadores com essas características. Muito pelo contrário.

E assim vai se desenrolando a temporada atleticana, com Roger Machado tentando implantar uma maneira de jogar que o seu grupo não lhe permite e brigando para não repetir a história vivida por Adilson Batista.

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários