Se Cruzeiro não aceitar Mano, fracasso é uma certeza

Alexandre Simões / 07/07/2017 - 06h00

Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Fabrício; Henrique, Ariel Cabral, Willians e Marcos Vinícius (Alisson); Arrascaeta e Willian. Este é o time-base que o técnico Mano Menezes usou no Cruzeiro na sua primeira passagem pela Toca II, no segundo semestre de 2015.

Com essa equipe, o treinador fez a China Azul sonhar com um 2016 novamente vencedor e alcançou em 16 partidas um aproveitamento de 62,5% no Campeonato Brasileiro, inferior apenas, aí considerando-se toda a competição, ao do campeão Corinthians (71%).

Mas a China de Mano em 2016 foi outra. Ele deixou a Toca da Raposa II para trabalhar no Shandong Luneng, seduzido por uma proposta milionária. A aventura chinesa durou pouco, assim como a separação entre o treinador e o Cruzeiro, pois logo depois ele voltou ao clube, substituindo o português Paulo Bento.

E por incrível que possa parecer, num intervalo de menos de um ano, voltou à Toca da Raposa um Mano Menezes diferente. Transformação consolidada neste ano, quando um Cruzeiro montado por ele – o que acontece pela primeira vez – derrapa na temporada.

Já disse isso antes, mas a versão 2017 de Mano Menezes está muito distante daquele treinador que recuperou espaço e prestígio na Toca da Raposa II em 2015.

E vejo essa metamorfose de Mano Menezes provocada principalmente pelas opções que o treinador passou a tomar. Não sei se por convicção ou por pressão, ele deixou de ser ele próprio.

Aquele estilo de jogo de 2015, com um time que tinha menos qualidade individual que o atual, mas que se defendia muito bem e mostrava uma eficiência impressionante para em poucos toques alcançar a área adversária, deu lugar a uma formação pouco competitiva, que fracassou nos principais jogos que disputou na temporada até agora.

Cruzeiro e Mano precisam se assumir. Se o clube e a torcida querem ver em campo cópias do time de 1966 ou da Tríplice Coroa, troquem de treinador e jogadores. Se o objetivo for uma equipe competitiva, com chances de sonhar – veja bem, sonhar – com a Copa do Brasil e uma boa campanha na Série A, aceitação é o caminho.

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