40 deputados estaduais querem presidir 22 comissões

Amália Goulart / 09/03/2017 - 06h26

Deputados estaduais ainda não conseguiram entrar em consenso para nomear os representantes das comissões, responsáveis pela análise de projetos que passarão pelo plenário para votação. O problema é que são 40 parlamentares disputando as vagas de presidentes dos colegiados. 

O desentendimento dá-se especialmente entre os blocos e partidos. Pelo regimento interno, os cargos são distribuídos conforme a representação partidária e dos blocos. O PDT, por exemplo, tem direito a presidir uma comissão. Mas briga para ter duas lideranças nos postos-chave. Representantes dos militares, Sargento Rodrigues (PDT) e Cabo Júlio (PMDB) querem comandar a comissão de Segurança Pública. Porém, o PDT de Sargento Rodrigues indicou Carlos Pimenta para a Saúde. No PSDB, João Vítor Xavier almeja mais uma comissão para seu partido. 

No PT, houve um imbróglio em torno da Comissão de Direitos Humanos. Historicamente comandada pela legenda, inicialmente não houve interessado na vaga. Porém, após apelo do Executivo e convencido pelos companheiros de partido, Cristiano Silveira irá presidir a Direitos Humanos. 

O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (PMDB), conversa com cada bloco na tentativa de um consenso.

Na mira
Nas comissões que já estão definidas, chama a atenção os indicados para a de Constituição e Justiça (CCJ) e de Administração Pública, dois dos principais colegiados. Esse último ficará a cargo de João Magalhães (PMDB). 

O deputado responde a vários processos por desvio de recursos públicos. Para quem não se lembra, ele foi acusado pelo Ministério Público de desvio de recursos do Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares, quando foi deputado federal. Pela acusação, a Justiça determinou por duas vezes o bloqueio de bens do deputado. 

João Magalhães também foi alvo da operação João de Barro, da Polícia Federal, também por suspeita de apropriar de dinheiro do erário. 

Já a Comissão de Constituição e Justiça ficará com Leonídio Bouças (PMDB). Bouças conhece bem os trâmites do Judiciário. Lutou para não ser declarado ficha-suja nas eleições de 2010, e conseguiu. Também já teve os bens bloqueados pela Justiça. 

Tanto ele quanto Magalhães alegaram inocência nos processos judiciais. 

Na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária foi escolhido Tiago Ulisses (PV). 

Governo
Enquanto não são definidas as comissões permanentes, a base governista toca os projetos prioritários para o governador Fernando Pimentel. Os colegiados especiais para a análise dos vetos que estão na pauta já foram escolhidos e aceleram os trabalhos. 
Também têm andamento as indicações feitas por Fernando Pimentel para órgãos do Estado que precisam de aprovação da Assembleia. 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários