Aécio fica de fora de acordo para Alckmin presidir PSDB

Amália Goulart / 28/11/2017 - 06h00

As negociações, que vararam a madrugada, para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, presidisse o PSDB não contaram com a participação do senador Aécio Neves. Pelo menos de forma intensa, como aconteceu nos últimos anos.

Os encontros, almoços e jantares foram fechados em São Paulo nas residências e escritórios de Alckmin, João Doria, prefeito de São Paulo, e Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente. Aécio ficou em Brasília. Foi atualizado dos movimentos políticos pelo deputado federal mineiro Marcus Pestana, um dos fieis aliados que desembarcou na capital paulista para acompanhar as articulações.

“Acabei de sair da casa de João Doria. Isso não está fechado ainda”, afirmou Pestana no início da tarde, quando toda a imprensa já noticiava a desistência dos dois pré-candidatos à presidência do PSDB, senador Tasso Jereissati e governador Marconi Perillo. “Defendemos a unidade do partido”, relatou Pestana ao ser questionado se o movimento agradava ao PSDB mineiro.

A atuação de Alckmin mostra um certo isolamento de Aécio. Essa foi a primeira grande negociação interna tomada no PSDB, desde a candidatura presidencial de Aécio, que prevaleceu o desejo dos tucanos de São Paulo.

Aécio era defensor da candidatura de Perillo. Faz parte do grupo tucano que não quer largar o governo de Michel Temer. Tasso tinha postura mais radical, defendia o rompimento. Eis que surge Alckmin para tentar consertar um PSDB fragilizado.

Ao que tudo indica, a presidência do PSDB será palanque para a cabeça de chapa na eleição presidencial de 2018. Os tucanos darão a Alckmin a oportunidade que deram a Aécio. Exclua-se do jogo a candidatura de João Doria, que pode disputar o governo de São Paulo.

Nesse cenário, restará a Aécio tentar a reeleição ao Senado, ou disputar uma das 53 cadeiras de deputado federal a que Minas tem direito.

Belorizontina
A Cervejaria Backer está lançando um produto especialmente criado para homenagear os 120 anos de Belo Horizonte: a Belorizontina, uma cerveja estilo Lager, edição limitada. Foram produzidos 10 mil litros.

A Belorizontina se encaixa no estilo Pilsen, com Dry Hopping de lúpulos franceses, sendo uma cerveja de baixa fermentação, coloração amarelo claro, translúcida, de espuma branca, farta e persistente, de baixo amargor e excelente drinkability.

Na frente
A 99, principal startup nacional de mobilidade urbana, lançou ontem uma parceria com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Com a integração, o aplicativo terá acesso em tempo real aos dados de todos os motoristas do Brasil.

Com a cooperação, será possível verificar no ato do registro se o carro cadastrado é roubado ou se possui algum tipo de sinistro. Além disso, a empresa saberá qual o ano de fabricação, marca e modelo do veículo.

As informações dos motoristas – incluindo dados da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e informações sobre multas – também poderão ser analisadas pela equipe de segurança do app, permitindo assegurar o histórico de seus condutores. A iniciativa ocorre no momento em que pipocam críticas de usuários de todos os aplicativos, preocupados com a segurança.

 

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