Adalclever pode tentar a reeleição para ser presidente da Assembleia de novo

Amália Goulart / 16/05/2018 - 06h00

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (MDB), tentará uma cartada que pode render-lhe novamente o cargo máximo no Legislativo mineiro. Aliados dizem que ele desistiu de disputar o Senado. Estaria disposto a tentar a reeleição para deputado estadual. 

Caso reeleito, disputaria a presidência da Assembleia. Para concretizar o plano, o emedebista precisa mudar o Regimento Interno da Casa que impede um terceiro mandato à frente do Legislativo.
O artigo 77 da norma diz que “o mandato dos membros da Mesa da Assembleia, que termina com a posse dos sucessores, é de dois anos, permitida uma única recondução para o mesmo cargo na eleição subsequente, na mesma legislatura ou na seguinte”. É justamente esse artigo que Adalclever tentará mudar, conforme informações de bastidores. 
 
A mudança teria que ocorrer ainda nessa legislatura. O emedebista construiu uma ampla rede de aliados na Casa. A Assembleia possui três blocos, sendo um governista, outro independente (mas cuja maioria vota com o governo) e o terceiro de oposição. Adalclever tem bom trânsito especialmente nos dois primeiros blocos (que somam 56 parlamentares). 
 
Raposa política, o emedebista iniciou diálogo com a oposição, de olho nas pesquisas de intenção de voto que já colocam o senador Antonio Anastasia (PSDB) em posição vantajosa. 
 
 
A decisão de Adalclever de não disputar o Senado não ameniza o clima tenso com o PT, decorrente, dentre outros motivos, do pré-lançamento da candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff para a vaga ao Senado. Pelo contrário. 
 
O MDB poderá lançar candidatura própria, que pode não ser a de Adalclever, ou ficar neutro na disputa pelo Palácio da Liberdade. Nesses dois cenários, iria compor com aquele que estiver melhor posicionado na corrida, negociando a presidência da Assembleia. 
 
O mesmo raciocínio vale para os pré-candidatos que se apresentam como terceira via: o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) e o ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB). 
Enquanto o cenário não fica claro, o MDB ‘faz doce”, elevando o passe. E o processo de impeachment do governador fica em “banho maria”. Ontem, não houve movimentação no processo. Tudo indica que, nesta semana, tudo ficará como está. 
 
 
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