Anastasia é sondado para montar chapa presidencial com Geraldo Alckmin

Amália Goulart / 07/02/2018 - 06h00

O senador Antonio Anastasia (PSDB) é um dos três nomes do partido dele para a candidatura a vice-presidente da República na chapa do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da mesma legenda. Interlocutores e amigos do senador mineiro disseram que ele foi sondado por companheiros sobre a possibilidade. 


Anastasia não refuta a hipótese. O senador têm dito aos que o procuram que o nome do vice é pessoal, de confiança e escolha única do candidato a presidente. E que a questão será definida somente em junho ou julho.

A reação do senador anima os interlocutores porque ele não nega a possibilidade, apesar de deixar claro que não faz esforço por cargos. 
No PSDB, a ideia é a de que o vice de Alckmin terá de ser um nome do Nordeste ou de Minas Gerais. Neste espectro, surgem três quadros. Além de Anastasia, representando Minas, pelo Nordeste, credenciam-se o ministro da Educação, deputado Mendonça Filho (DEM de Pernambuco), e o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM da Bahia). 

Entre os tucanos, a preferência é pelo senador mineiro. Mas existem ponderações de que dar a vice ao DEM seria melhor para agregar mais aliados. 
Anastasia está no primeiro mandato de senador e poderá licenciar-se, caso decida encarar a empreitada.

Lula
Por falar em corrida presidencial, o ex-presidente Lula (PT) desistiu do ato que faria hoje em Belo Horizonte. Oficialmente, petistas dizem que o motivo é o carnaval da capital mineira, que já está nas ruas e atrapalharia a adesão ao evento. Mas, quando marcou o ato, já se sabia como seria o carnaval em BH...
O novo evento será realizado no dia 21 de fevereiro no Expominas. Será uma espécie de pré-comício. 

Oposição
Os deputados do bloco de oposição ao governador Fernando Pimentel (PT) apresentaram, ontem, um requerimento para instalação de uma comissão extraordinária para, segundo eles,  promover um acerto de contas entre o Estado e os municípios mineiros. 
A proposta foi anunciada em plenário pelo líder da Minoria, deputado Gustavo Valadares (DEM). Como não tem maioria na Casa, ela deve ser rejeitada, mas já cria um embaraço político,  em ano eleitoral. 
 Segundo dados da Associação Mineira de Municípios (AMM), a dívida acumulada do governo com os municípios já alcançou a cifra de R$ 3,6 bilhões.

Aposta do mercado
O Banco Central deve reduzir hoje a taxa básica de juro da economia, a Selic. Essa é a aposta de economistas. 
O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) aposta em uma queda de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que termina hoje. De acordo com os economistas do grupo, a taxa de juros permanecerá em 6,75% ao longo de 2018. Até então, a previsão era de que ocorresse nova elevação para 7% no fim deste ano.

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