Após racha provocado por prisões na operação Fênix, associação defende promotores

Amália Goulart / 29/12/2017 - 06h00

Conforme informei aqui, com exclusividade na edição da última quarta-feira, a operação Fênix, que levou delegados para a cadeia, gerou uma crise institucional entre as polícias Militar e Civil. Além disso, a chefia da Polícia Civil acusou o Ministério Público, em ofícios encaminhados ao governador Fernando Pimentel, Polícia Militar e Conselho Nacional de Justiça, de “ilegalidades” durante a ação. 

Na quinta-feira, a Associação Mineira do Ministério Público, entidade que congrega procuradores e promotores, se posicionou. “Os Promotores de Justiça que participaram dos trabalhos jamais agiram movidos por qualquer sentimento pessoal, tampouco deixariam de agir por receio de quem quer que sejam os envolvidos, pois atuam em defesa da sociedade”, afirmou.

A Associação lembrou que a Fênix foi uma das maiores operações já realizadas no país no âmbito do controle externo da atividade policial, ocasião em que foram cumpridos 200 mandados de prisão preventiva expedidos contra 136 pessoas.

“As posições adotadas pelos integrantes do Ministério Público do Estado de Minas Gerais tiveram amplo respaldo do Poder Judiciário, que autorizou as medidas com base na Constituição Federal e legislação ordinária. Portanto, não houve nenhum excesso, ao contrário, as medidas adotadas, todas com autorização judicial, eram necessárias para a garantia da ordem pública e produção probatória, a fim de estancar o cometimento de crimes graves, como tráfico de drogas, associação criminosa, receptação, adulteração de veículos, dentre outros”, completou.

A Polícia Civil não gostou de ter delegados e investigadores da corporação conduzidos, na operação Fênix, por policiais militares, rodoviários federais e representantes do Ministério Público. “O Ministério Público de Minas Gerais, no desempenho da atribuição de controle externo da atividade policial, já emitiu recomendação às instituições de segurança para que não haja condução de civis para quartéis ou edificações militares, na medida que se mostra incompatível com o Estado Democrático de Direito”, destacou documento encaminhado a Pimentel e entidades da Polícia Militar e Judiciário.
 

Conselheiro do Galo ganha Mercedes sorteada pelo Diamond

O conselheiro benemérito do Atlético, e também ex-presidente do Conselho Deliberativo, Emir Cadar, ganhou uma Mercedes-Benz Classe A no sorteio de Natal do shopping Diamond Mall. Acontece que o Atlético tem participação no Diamond. O clube até acordou de vender parte do negócio ao sócio para capitalizar a construção de um estádio. 

Logo que os representantes do shopping divulgaram o resultado nas redes sociais, surgiram questionamentos de consumidores. 

O sorteio aconteceu ontem. Consumidores que compraram no shopping depositaram cupons para concorrer ao prêmio, um chamariz para aumentar o movimento no Natal. Um classe A está avaliado em cerca de R$ 134,9 mil. 

A assessoria de imprensa do shopping informou que “a promoção de Natal 2017 do Diamond Mall está devidamente registrada na Caixa Econômica Federal. O sorteio foi auditado pela empresa Nexia Teixeira Auditores com a presença de vários clientes. As regras da promoção foram amplamente divulgadas”. Ainda conforme a assessoria, “com base nelas (regras), pode-se constatar que o contemplado está apto a participar do sorteio”.

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