Candidatos a deputados e senadores do PT, MDB e PSDB com alta rejeição

Amália Goulart / 15/05/2018 - 06h00

Você já ouviu aquele eleitor que diz: “não voto em PT, PSDB ou MDB”? Com a impopularidade dos maiores partidos do país, tendo em vista acusações recorrentes em escândalos de corrupção, a frase, que tornou-se quase um clichê entre os brasileiros, já é transposta em pesquisa eleitoral. 

Levantamento realizado pelo Instituto Paraná, para saber o perfil dos candidatos que serão escolhidos pelos eleitores, revela que o PT é o partido com maior índice de impopularidade quando o assunto é a chapa proporcional. 

Conforme o estudo, 50,8% dos entrevistados alegaram que não pretendem votar em nenhum candidato a deputado federal ou senador filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), que tem o nome de Lula a estrela principal da legenda. 

Quase o mesmo percentual, 49,5%, disse a mesma coisa quanto aos pré-candidatos do MDB, partido do presidente Michel Temer.
O PSDB de Aécio Neves e Geraldo Alckmin foi apontado por 46,2% de eleitores que disseram não pretender escolher um expoente da sigla para a Câmara e Senado. 

Mas, quando a história é a disputa pela Presidência da República, os índices são reduzidos. O Instituto perguntou aos eleitores se o fato do pré-candidato ser do PT altera, diminui ou não altera a intenção de voto. Para 38,1% dos entrevistados, a filiação ao PT diminui a intenção dele em votar no pré-candidato. Mas para 43,1% não altera. Os dados do PSDB revelam que para 62,5% o fato de pertencer àquele partido não altera a intenção de voto.

Ou seja, os eleitores podem estar associando a corrupção mais à chapa proporcional que à presidencial. Para os petistas, pode já ser um resultado da campanha contra a prisão do ex-presidente Lula. 

Para acompanhar a reflexão, ontem o MDA/CNT divulgou pesquisa de intenção de voto presidencial. Nela, no cenário em que Lula aparece, ele lidera com 32,4% das intenções de voto. É seguido por Jair Bolsonaro (PSL), que tem 16,7%, e Marina Silva (Rede), com 7,6%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. 

Quando Lula sai da disputa, dá Bolsonaro, com 18,3%, e Marina Silva (Rede) com 11,2%. Aí cresce o número de quem não sabe em quem votar ou vai anular ou votar em branco, o que revela ainda que o voto de Lula não tem carimbo direto. 

A pesquisa da CNT foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-09430/2018. Já o levantamento do Instituto Paraná está registrado no TSE com o número BR- 02853/2018. 

Estresse

Longe de chegar ao fim, ainda dá pano para manga a história da lista do Tribunal de Contas do Estado que identificou mais de 90 mil servidores do Executivo mineiro com acúmulo de cargos. Ontem, o deputado estadual Rogério Correia (PT) foi ao TCE questionar a incidência das irregularidades. Ele quer saber se o Tribunal já excluiu da lista os funcionários que acumulam cargos em saúde e educação, em brechas permitidas por lei. É que o governador Fernando Pimentel (PT) anunciou que não pagará os 90 mil. O problema é que, em ano eleitoral, muitos deles recorreram aos deputados para esclarecer a situação.
 

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