Copasa enxuga mais de mil cargos em reestruturação

Amália Goulart / 28/10/2017 - 06h00

A Companhia de Saneamento de Água e Esgoto de Minas Gerais (Copasa) cortou 1.323 cargos desde que o governador Fernando Pimentel (PT) assumiu o governo em janeiro de 2015. De acordo com dados do balanço da Companhia, em 31 de dezembro de 2014 eram 12.649 postos preenchidos, sendo 109 estagiários. O resultado do terceiro trimestre deste ano, divulgado ontem, mostra que são 11.326 (em 30 de setembro), sendo 67 estagiários.

A Copasa lançou, recentemente, Plano de Demissão Voluntária (PDV). O enxugamento faz parte de medidas de reestruturação da empresa. As despesas com pessoal no terceiro trimestre de 2017 subiram 9%, indo a R$ 307 milhões, tendo como comparação o mesmo período do ano anterior. O crescimento pode ser explicado pelos acertos realizados em função das demissões.

No resultado divulgado ontem, a Copasa apresentou lucro líquido da ordem de R$ 150 milhões, contra R$ 110 milhões observados no terceiro trimestre de 2016, apontando um crescimento de 37% na comparação entre os períodos. 
Mesmo com o bom resultado, a Companhia comunicou ao Mercado a emissão de R$ 300 milhões em debêntures. De acordo com o documento, o dinheiro será utilizado para ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário dos municípios de Divinópolis e Sabará, e reembolso de gastos dos serviços executados na ampliação do Sistema de Abastecimento de Água da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com a implantação de obras e serviços no Sistema Produtor

Paraopeba/Manso. 

O bom resultado do trimestre da Copasa não impede o momento político delicado. Prefeitos de diversas regiões reclamam da falta d’água e cobram infraestrutura melhor da Companhia. O eco chegou à Assembleia Legislativa, que realizou audiência pública para ouvir as queixas dos municipalistas. 

Usiminas

A temporada de balanços tem  resultado animador da Usiminas. O terceiro trimestre encerrou-se para a siderúrgica com lucro líquido de R$ 75,9 milhões. O resultado é menor que o auferido no segundo trimestre do ano, R$ 175,7 milhões. Mas, o resumo da ópera mostra a curva ascendente para a empresa. O lucro líquido de janeiro a setembro de 2017 atingiu R$ 360 milhões. Nesse mesmo período do ano anterior, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 382 milhões. Ou seja, saiu do vermelho. 

Os bons ventos devem ajudar a retomada da economia em Ipatinga, dependente da siderurgia. No ano que vem, a Companhia deve religar o alto-forno 1.

Conforme a Usiminas, entre os fatores que contribuíram para a sustentabilidade dos números apresentados destacam-se um aumento nas vendas de aço, especialmente para o mercado interno, da ordem de 5% em relação ao trimestre anterior. 
Contribuiu ainda a aparente calmaria, após a disputa entre acionistas, que foi parar na Justiça. Com o CEO Sérgio Leite no comando, não houve interferência da disputa acionária no andamento dos trabalhos na siderúrgica.

 

 

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