Disputa acirrada pela presidência da Fiemg

Amália Goulart / 06/05/2017 - 05h00

A presidência da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) é alvo de disputa acirrada entre os associados. Ao menos cinco nomes estão no páreo para a substituição de Olavo Machado.  O próprio Machado tinha a perspectiva de continuar à frente da Federação. Ele está no segundo mandato e, pelo estatuto, não pode ser reeleito pela terceira vez. 

Aliados do presidente tentaram aprovar alteração no estatuto para permitir novo mandato a Machado. A iniciativa foi derrotada em votação pelo Conselho de representantes dos sindicatos filiados. Foram 85 votos contra a medida e 51 favoráveis. Eram necessários 92. Na reunião, 136 representantes de sindicatos marcaram presença, de um total de 137.

O mérito foi da oposição, representada pelo executivo do setor têxtil, Flávio Roscoe. Ele é candidato à sucessão de Machado. 

Pela situação, quatro nomes são colocados em conversas informais. O grupo do atual presidente deve escolher um deles para a disputa. São eles: Alberto Salum (da construção pesada), Fernando Coura (mineração), Luciano Aráújo (têxtil, é presidente da Fiemg Vale do Aço) e Aguinaldo Diniz (têxtil). Fontes dizem que a escolha deve ficar entre Salum e Diniz. 


A eleição ocorre até maio do próximo ano, quando termina o mandato de Machado. Mas, devido à importância e tamanho da entidade, a disputa começa bem antes. Os filiados com voto escolhem as chapas. Devem ser formalizadas duas com cerca de 80 nomes cada. São 14 vices eleitos. 

Usiminas
Após a conturbada volta à presidência da Usiminas, o executivo Sérgio Leite foi à unidade de Ipatinga, nessa semana, acalmar gestores públicos e funcionários da siderúrgica. Prefeitos do Vale do Aço chegaram a encaminhar uma carta ao Tribunal de Justiça pedindo solução na crise, que chegou ao judiciário, envolvendo o comando da empresa. 

Leite realizou 18 compromissos na cidade entre encontro com empresários, vereadores e funcionários. O executivo relançou um programa, Garimpando Oportunidades, que apoia empresas da região a se qualificarem para fornecer produtos e serviços à Usiminas e outras grandes companhias instaladas na região.

A expectativa é a de que empresas do Vale do Aço passem a responder por uma fatia maior no total de compras feitas pela siderúrgica. Somente em 2016, a Usina de Ipatinga comprou cerca de R$ 400 milhões em materiais gerais, oferecidos por 1.335 fornecedores, dentre os quais 152 da região. 


Leite também anunciou que o pagamento do IPTU à prefeitura de Ipatinga em parcela única, totalizando R$ 27 milhões.

Reformas
O PSB mineiro reúne as principais lideranças, dentre elas o ex-prefeito Marcio Lacerda e o deputado federal Júlio Delgado, em um seminário, hoje, para discutir as reformas e o cenário político e econômico. Da reunião, deve sair uma orientação aos filiados. 

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