Falta ‘alguma coisa’ a todos os candidatos ao governo

Amália Goulart / 17/05/2017 - 06h00

O cenário que se desenha, neste momento, é de um quadro pulverizado em que falta algo a todos os pré-candidatos posicionados para a disputa ao governo de Minas no próximo ano. 

Já é possível verificar algumas certezas e trabalhar com base nelas. A mais importante é a desistência, em caráter definitivo, do senador Antonio Anastasia (PSDB). Ele foi categórico, apesar da insistência de seu partido em lançá-lo candidato. 
Tendo em vista a saída de cena do tucano, o PSDB fica sem quadros naturais para a disputa. Anastasia deseja uma aliança com o PMDB para colocar no páreo o deputado federal Rodrigo Pacheco. Alguns tucanos torcem o nariz, mas é bom lembrar o tino político adquirido por Anastasia. Foi ele, por exemplo, quem defendeu a candidatura de Alex de Freitas (PSDB) para a Prefeitura de Contagem, quando não havia consenso no grupo dominante do PSDB. 

Bom, Pacheco foi de desconhecido a liderança em ascensão nas eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte. Teve votação expressiva, conseguiu comandar a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a mais importante por lá. É próximo de um grupo considerável de tucanos. Porém, falta a Pacheco apoio do partido dele. A ala do PMDB que é próxima ao deputado não tem maioria, neste momento, dentro da legenda. Dizem, nos bastidores, que uma saída seria a troca de legenda. 

O PMDB do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, está em sintonia com a tentativa de reeleição do governador Fernando Pimentel (PT). O petista começou a alicerçar pelo interior as bases para a disputa, tal como fizeram os tucanos quando ocuparam o governo de Minas. O problema de Pimentel é a Justiça. Marqueteiros terão que trabalhar os feitos do gestor, à frente do governo, para jogar às sombras os processos e citações a Pimentel em esquemas de corrupção. Esse é o grande desafio de Pimentel, já que ele conta com uma gama de mais de dez partidos aliados.

Partido é a dificuldade enfrentada por Marcio Lacerda (PSB), ex-prefeito da capital. Para viabilizar a candidatura, o socialista precisará de um arco de legendas para garantir-lhe capilaridade junto a prefeitos do interior e tempo de televisão. Pensando nisso, é ensaiada uma aproximação com Dinis Pinheiro, do PP, que também almeja o cargo. Juntos, eles poderão suprir o que falta um ao outro. 

Pinheiro também namora o PSDB do senador Aécio Neves. Ontem, almoçou com tucanos de várias plumagens. A Pinheiro falta construir a imagem de gestor e fechar acordo com outras legendas. 

Os pré-candidatos terão quase um ano e meio para pavimentar o caminho. Parece muito, mas não é. O alicerce da disputa está sendo construído agora. Depois, o trabalho será dos marqueteiros. 

Empresários otimistas
Noventa e cinco por cento das empresas brasileiras acreditam em resultados comerciais melhores em 2017. É o que aponta pesquisa feita pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com a participação de 326 lideranças de companhias de vários portes e setores da economia. 

Prêmio
Furnas recebe hoje o prêmio internacional “Milestone Award”, durante o 4º Simpósio do Comitê Brasileiro de Barragem, em Belo Horizonte. 

 

 

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