Investigação apura venda de material roubado em obras de tragédia em Mariana

Amália Goulart / 10/02/2018 - 06h00

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o Ministério Público Estadual investigam a possibilidade de extração ilegal de minério de ferro, brita e pedras por parte de duas fornecedoras da Fundação Renova, criada para reparar os danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. 

Documentos aos quais tive acesso informam que a denúncia investigada pelas autoridades é a de que uma das empresas teria roubado minério de uma jazida de uma mineradora. O material teria sido fornecido para a Renova, para o reparo em obras de estradas vicinais em Mariana. 
Em outro caso, a apuração envolve empresa que teria extraído pedra e brita sem pagar ao dono do terreno pelo material, nem ao menos ter contrato com ele.. 

O DNPM realizou uma fiscalização na região de Ponte Nova, cidade próxima de Mariana, envolvendo várias lavras. E constatou irregularidades em muitas delas. O processo é sigiloso. O Departamento informou o ocorrido ao Ministério Público Federal e à Advocacia Geral da União, para que averiguem a possibilidade de ingressar com ações contra os responsáveis pela lavra ilegal. 

E o Ministério Público Estadual analisará se o material roubado foi parar na Fundação Renova. 

Tentei contato nas empresas, incluindo o telefone celular de um dos donos, sem sucesso. 

A Fundação Renova informou, por meio de nota, “que todos os fornecedores passam por um criterioso processo de avaliação antes da contratação”. Segundo ela, a contratação da empresa investigada pela lavra ilegal “envolve apenas a prestação de serviços e locação de equipamentos”. Ja a segunda empresa, conforme a Renova, “apresentou todos os documentos requeridos para a atividade”.
 

Carnaval e cocaína 
Aconteceu na terra do senador Aécio Neves (PSDB), São João Del Rei. O vereador Jorge Hannas Filho, também filho do vice-prefeito, foi detido ontem pela polícia por tráfico de drogas. 
Ele foi preso, segundo o Boletim de Ocorrência a que tive acesso, com três invólucros de cocaína. Conforme o B.O., o vereador disse que adquiriu os três invólucros por R$ 20 cada e já tinha consumido um deles. Ele estava em um táxi. Os policiais abordaram o veículo após denúncia anônima.
Tentei contato no gabinete do vereador, mas ninguém atendeu. Jorge tem 31 anos. Fez a carreira com o prestígio do pai.
 

Campanha difamatória

O período eleitoral se avizinha e, com ele, a campanha difamatória para minar a imagem de pré-candidatos. Já circulam no WhatsApp vídeos e montagens dos dois pré-candidatos: Rodrigo Pacheco (MDB) e Fernando Pimentel (PT). Sempre com teor pejorativo. 
 

 

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