Juiz que bloqueou renda do Atlético é afastado do cargo

Amália Goulart / 09/05/2017 - 06h00

O juiz federal André Gonçalves de Oliveira Salce, da 26ª Vara, foi afastado das funções pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O magistrado é o mesmo que suspendeu renda do Atlético mineiro há três anos, levando o então presidente do clube, hoje prefeito Alexandre Kalil, à ira contra o juiz. 

O juiz atuou em vários casos relativos ao Galo, como o imbróglio provocado com a venda de Bernard, no valor de R$ 18 milhões, e dívidas do Atlético junto à Fazenda Nacional. Em um dos processos anotou: “Ademais, conforme a última petição protocolada pela Fazenda Nacional, em 07/11/2014, nos autos de número 56663- 59.2014.4.01.3800, fls. 67/70, bem como as telas anexas a esta decisão, datadas de 03/11/2014, verifica-se que todos os débitos ajuizados pela União encontram-se abertos, não havendo, portanto, nenhum parcelamento deferido em favor do Clube Atlético Mineiro”. 

Kalil já chamou o juiz de “bostinha” e revoltou-se contra decisões do magistrado ameaçando ir ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigá-lo. 

Três anos depois, Salce foi afastado das funções. Não se sabe se foi por esse motivo, já que o processo corre em segredo de Justiça. A assessoria de imprensa do TRF informou apenas que “de fato, ele foi afastado por decisão da Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no dia 23 de fevereiro de 2017. Como o processo corre sob sigilo, não sabemos os motivos”. 

Por meio da mesma assessoria, me coloquei à disposição do magistrado para esclarecimentos, mas não obtive retorno.

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Eleição na Fiemg
O vice-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz, declarou apoio à candidatura de Flávio Roscoe a presidente da entidade.

Segundo ele, Roscoe, que é do ramo têxtil, tem os votos necessários para eleger-se. Diniz afirma que optou por apoiá-lo pois defende uma gestão participativa, com atenção aos sindicatos das empresas filiadas e uma indústria mais próxima da sociedade. 

Conforme antecipei no último sábado, a eleição para o comando da Fiemg está acirrada. 
O grupo do atual presidente Olavo Machado ainda não apresentou um nome, mas deve ficar entre quatro executivos: Alberto Salum (da construção pesada), Fernando Coura (mineração), Luciano Araújo (têxtil, é presidente da Fiemg Vale do Aço) e Aguinaldo Diniz (têxtil). Fontes ligadas às negociações dizem que Salum pode ser o escolhido. 

A eleição ocorre apenas no próximo ano, mas, quando apresentarem as chapas, o que deve ocorrer no segundo semestre, já dá para auferir quem deve sair vitorioso do pleito. A diretoria da Fiemg possui vários postos. Para se ter ideia, são 14 vice-presidentes eleitos. 

Aeroporto
Ao que tudo indica os voos de grande porte do aeroporto da Pampulha serão liberados como desejam o prefeito Alexandre Kalil (PHS) e o governo mineiro. Deputados do grupo do tucano Aécio Neves, contrário à volta das aeronaves de grande porte, visitarão os dois aeroportos hoje. O requerimento para a realização da visita é do deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB) na Comissão de Desenvolvimento Econômico.

 

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