Lanches para eventos no Ministério Público custam R$ 230 mil

Amália Goulart / 02/12/2017 - 06h00

O Ministério Público Estadual concluiu licitação de R$ 231 mil para fornecimento de lanches em eventos da Procuradoria-Geral de Justiça e do Procon. 

A empresa vencedora terá que oferecer cinco cardápios para atender aos eventos que podem ter mais de 100 convidados. Os cardápios têm relação com o tipo de evento. 

Para fisgar os convidados pela boca, o menu contém trouxinha folhada de alho poró, croquete de lombo com castanha, trouxinha de tomate seco com ricota e castanha, croissant com recheio de catupiry e goiabada, rocambole de doce de leite, bolo de côco molhado com leite de côco, leite condensado e açúcar, salpicado com côco ralado, dentre outras guloseimas. Bebidas alcoólicas ficam de fora. O contrato tem prazo de validade de um ano. 

Quem paga a conta é o governo de Minas, já que o orçamento do Ministério Público é custeado pelo Tesouro Estadual, já combalido pela crise financeira. Por meio de nota, o MP informou que, “composto por itens simples como pão de queijo e bolo, os lanches são oferecidos em reuniões de trabalho com diversos públicos da Instituição e ações educacionais, em geral dirigidas à sociedade”.

 

Dois pesos...

O Conselho de Representantes da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) decidiu reprovar a suplementação pedida pelo presidente Olavo Machado ao orçamento de 2017 da entidade. O argumento da maioria é a falta de acesso aos números e de transparência. A suplementação de R$ 9 milhões foi motivo de tensão entre os representantes de sindicatos da indústria e é mais um capítulo na disputada eleição para presidência da entidade. Machado defende o nome de Alberto Salum para a sucessão dele. Mas a oposição, que já conta com maioria dos filiados, tem como expoente Flávio Roscoe. 

A tensão é tamanha que houve discordância até mesmo na contagem dos votos. Uma tabeliã, contratada para acompanhar a reunião, contou 72 votos pela reprovação da suplementação e 47 favoráveis. Já o resultado declarado oficialmente foi de 68 pela reprovação e 48 pela aprovação.  São 139 votos no Conselho de Representantes. Esses mesmos 139 votarão na eleição para a presidência da Fiemg, que ocorre no ano que vem. Machado não tem maioria, como ficou demonstrado na votação da suplementação pedida por ele. Agrega-se a isso, o fato de que a votação da suplementação foi aberta e a eleitoral será secreta.  

O presidente da Fiemg também explicitou o orçamento da entidade para o próximo ano. Se em 2017 pediu suplementação, para 2018, quando deixa a entidade, quer reduzir em 16% as despesas, que foi aprovado. 

Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) comunicou ao mercado a precificação de eurobônus (debêntures comercializadas no exterior) no valor de US$ 1 bilhão, com prazo de sete anos. A emissão foi precificada com um cupom de 9,25% a.a.. A demanda inicial para a operação alcançou um montante de aproximadamente US$ 3,7 bilhões, o que representa quase quatro vezes a oferta da Companhia. Em maio, a Cemig chegou a suspender a emissão dos eurobônus. O dinheiro captado servirá para pagar parte da dívida da Cemig, que gira em torno de R$ 14 bilhões.

Oportunidade

A OAB/MG promove, nesta  segunda-feira, o seminário “Brasil: Desafios e Oportunidades”, às 14h no prédio da Fiemg (Av. do Contorno, 4.520, Funcionários). A iniciativa tem o objetivo de promover diálogos e debates tendo em vista a atual conjuntura econômica do país, além de discutir as possibilidades e incrementos para o crescimento.

 

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