Mais um golpe para a Cemig: bancos querem sair de negócio

Amália Goulart / 26/09/2017 - 06h00

 

A situação da Cemig tornou-se ainda mais delicada com a decisão de três bancos acionistas de vender a participação deles nas empresas Rio Minas Energia Participações S.A e Luce Empreendimentos e Participações S.A. 

A Cemig detém 66,27% de participação na primeira empresa e 66,62% na segunda. O restante das ações são de propriedade dos bancos BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”), BV Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento (“BV Financeira”) e do Banco Santander (Brasil) S.A. (“Santander”). Esses bancos colocaram as ações à venda. 

Pelo acordo de acionistas, a Cemig tem a prioridade na compra. Ela tem até 30 de novembro para comprar ou terá que indicar um terceiro para adquirir as ações, na mesma data. 

O problema é que a Companhia não tem caixa. O anúncio da venda ocorre justo no momento em que a empresa de energia mineira busca manter quatro usinas hidrelétricas que irão a leilão amanhã. A Cemig irá se associar à empresa Aliança, controlada pela Vale, porque não tem os R$ 11 bilhões para o lance inicial. 

A Rio Minas possui 13,03 % de ações da Light e a Lepsa o mesmo percentual. A Cemig detém 26,06%. 
A Cemig já anunciou um plano de desinvestimentos para capitalizar. E a Light é o ativo mais valioso que a Companhia colocou à venda. Ou seja, com a iminência de perda das quatro usinas (que correspondem a cerca de 50% da capacidade de geração) já provoca a fuga de acionistas da Cemig para outros negócios. 

No início do mês, a Andrade Gutierrez anunciou que venderia as ações que possui da Cemig. 
A situação pode piorar se a energética mineira não conseguir arrematar as usinas no leilão. 

Mais valiosas

As três marcas mais valiosas do mundo são: Apple, Google e Microsoft. A primeira vale US$ 184,154 bilhões, a segunda US$ 141,703 bilhões e a terceira está avaliada em US$ 80 bilhões. Os números fazem parte de levantamento divulgado pela Interbrand. No ano passado, a lista das três mais tinha a Coca-Cola na terceira colocação. Neste ano, ela perdeu 5% do valor de mercado, valendo US$ 69,733. 

Sem Dilma

Pesquisa recente do Instituto Paraná mostra que 68% dos brasileiros foram favoráveis ao impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). E 60% acreditam que, sabendo da situação política e econômica em que o país se encontra, Dilma deveria mesmo ter deixado a Presidência da República. 

Sem tempo

Ontem, o governador Fernando Pimentel (PT) inaugurou uma obra de recuperação de uma ponte em Almenara, no Vale do Jequitinhonha. Na placa apresentada na solenidade, constava o nome do ex-diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens, Djaniro Silva. Porém, ele foi exonerado na semana passada. Não deu tempo de promover a alteração.

Sem dinheiro

Ontem, funcionários públicos do Estado reclamavam que ainda não tinha recebido a segunda parcela do salário, que deveria ser paga no dia 20. O governo ficou de pagar cerca de 8% do funcionalismo ontem. 

 

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários