Minas é segundo estado com mais parlamentares influentes

Amália Goulart / 05/09/2017 - 06h00

 

Sem ministérios no governo de Michel Temer (PMDB), Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de parlamentares influentes no Congresso Nacional, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). 

Com uma bancada de 53 deputados federais e três senadores, Minas tem nove parlamentares na lista dos mais influentes. Os mineiros perdem apenas para São Paulo, com nada menos que 19 parlamentares. Os paulistas possuem bancada na Câmara de 70 deputados e, no Senado, de três integrantes. 

Mesmo com os escândalos de corrupção que macularam a imagem, o senador Aécio Neves (PSDB) não saiu do páreo. Continua entre os mais influentes. Fazem companhia a ele os mineiros Fábio Ramalho (PMDB), Rodrigo Pacheco (PMDB), Marcus Pestana (PSDB), Paulo Abi-Ackel (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB), Júlio Delgado (PSB), Marcos Montes (PSD) e Lincoln Portela (PRB). 

Mesmo com nove nomes na lista, os parlamentares mineiros não conseguiram convencer o presidente Temer de que de fato tem prestígio para comandar ao menos um ministério.

Atuação dos influentes

O deputado Rodrigo Pacheco ganhou notoriedade após comandar a Comissão de Constituição e Justiça durante o julgamento da aceitabilidade da denúncia contra Temer. Fábio Ramalho, ou “Fabinho Liderança”, é vice-presidente da Câmara dos Deputados e tem um bom trânsito com deputados de vários partidos. As festas, regadas a comida típica, promovidas por ele em Brasília são famosas. Ramalho é interlocutor do governador Fernando Pimentel (PT), mas tem bom relacionamento com Temer. 

Marcos Montes é líder do PSD, o que lhe garante ascensão. Pestana relatou o orçamento, tendo visibilidade. Delgado ganhou notoriedade pelas declarações contra o governo e o presidente. Ainda foi ferrenho opositor de Eduardo Cunha (PMDB). Já Antonio Anastasia relatou o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado e adquiriu respeito pelo conhecimento técnico. Lincoln Portela ganhou a bancada evangélica. 

O Diap também dividiu os parlamentares em dois grupos, conforme as habilidades: formuladores e articuladores. Dentre os mineiros, são cinco articuladores (Aécio, Fabinho, Delgado, Portela e Montes), e quatro formuladores (Anastasia, Pacheco, Pestana e Abi-Ackel). 

PT na liderança

O impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) não reduziu a influência do PT no Congresso. O partido lidera o ranking de legendas com maior número de parlamentares na lista. São 19. Em seguida, vem o PMDB, com 16, e o PSDB com 13.

Privatização 

Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná mostra que 49,3% dos brasileiros são favoráveis à privatização da Eletrobras. Outros 47,1% são contra. O restante não sabe ou não opinou. Os brasileiros rejeitam o presidente Michel Temer (PMDB), mas se dividem sobre as principais propostas do governo dele. Se Temer não tivesse sido flagrado pelo empresário Joesley Batista, talvez pudesse pensar em concorrer à reeleição. 

 

 

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