Pimentel promove jantar para arrecadar dinheiro

Amália Goulart / 09/08/2018 - 06h00

Em tempos de vacas magras, vale de tudo para arrecadar fundos para a campanha eleitoral. O PT mineiro promove, hoje, um jantar de adesão à campanha do governador Fernando Pimentel (PT) à reeleição. O encontro vai ser a partir das 19h, no Raja Grill, e os convites estão à venda na sede do Diretório Estadual do Partido, no Bairro Santo Agostinho, em BH. Pimentel será a estrela do encontro.<EM>

Respiro

O governo de Fernando Pimentel (PT) terá um alívio pouco antes do primeiro turno das eleições. Os deputados estaduais aprovaram ontem a possibilidade de securitizar a dívida do Estado. Ou seja, o Estado colocará à venda parte da dívida que tem para receber de credores. Ou seja, entrará dinheiro no caixa estadual em um momento em que prefeitos estão às voltas com os constantes atrasos de recursos.“Esse projeto aprovado permite uma captação de recursos próximo de R$ 2 bilhões que serão utilizados, prioritariamente, nos municípios quitando repasses na área da saúde, educação e da assistência social”, afirmou o líder do governo, deputado André Quintão (PT).

Ação para garantir investimento

Há alguns dias relatei aqui uma medida nada assertiva do governo Michel Temer em renovar antecipadamente concessão ferroviária em Minas, possibilitando o investimento da concessionária, a Vale, no Centro-Oeste e não em Minas. Ontem, o Estado de Minas Gerais interpelou extrajudicialmente o presidente da República e a Agência Nacional de Transportes Terrestres, para que a União suspenda a renovação antecipada, até 2057, da concessão da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) à Vale.
Isso porque, como contrapartida à renovação, a União pretende obrigar a construir a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), ligando Água Boa (MT) ao entroncamento da Ferrovia Norte-Sul em Capinorte (GO), desvirtuando os investimentos que deveriam ser feitos na malha existente em Minas Gerais. Desconsidera-se, assim, a importância da ferrovia pela qual se escoam diversos produtos como minérios e celulose, fundamentais para a sustentabilidade da economia do Estado”, informou a Advocacia Geral do Estado.

Sem Fundo
A equipe de imprensa do candidato ao governo de Minas Romeu Zema confirmou ontem que postou em redes sociais anúncio para contratação de pessoal para trabalhar na campanha. Conforme a equipe, a intenção de Zema é fazer uma campanha enxuta e não usar dinheiro do Fundo Partidário.

Todos os profissionais serão pagos com recursos vindos de doações dos filiados, vaquinhas coletivas e outros meios legais que nos permitam levantar os recursos necessários. Conforme compromisso firmado, não usaremos o Fundo Partidário, ou seja, dinheiro público, para financiar as campanhas do NOVO, pois defendemos que este recurso deveria ser alocado para áreas como educação, saúde e segurança. Cada candidato deveria usar para campanha as verbas oriundas de contribuições espontâneas de pessoas físicas, ou mesmo, do bolso do próprio candidato, como Romeu Zema”, informou. Zema declarou patrimônio de R$ 69 milhões ao Tribunal Regional Eleitoral.

“Conforme a assessoria, o dinheiro é fruto do trabalho do candidato, que é empresário. Um dinheiro honesto, de uma pessoa que quer entrar para a política pensando na população e não em interesses próprios, como fazer fortuna e enriquecer ilicitamente.”, concluiu.


 

 

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