Pimentel quer Rodrigo Pacheco para vice em 2018

Amália Goulart / 05/12/2017 - 05h00

O governador Fernando Pimentel (PT) sondou o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB) sobre a possibilidade de integrar a chapa dele para a reeleição, em 2018, na vaga de vice. Também deixou aberta a vaga ao Senado, caso Pacheco não concorde em ser vice. 

O peemedebista, no entanto, descarta o cenário em que poderia ser vice do petista. Também torce o nariz para a vaga ao Senado. Pacheco irá esperar até maio do próximo ano para definir ser muda ou não de partido. A intenção dele é mesmo disputar o governo de Minas.

Interlocutores de Pimentel, como o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (PMDB), conversaram com Pacheco. Existe hoje um racha interno no partido. A maior parte deseja reeditar a aliança com Pimentel nas eleições de 2018. Mas Pacheco e o atual vice-governador, Antônio Andrade, querem lançar candidatura própria. Minoritário na legenda, Pacheco namora uma eventual filiação com outra sigla, como o DEM.

Uma chapa tendo Pimentel e Pacheco é dada, nos bastidores, como imbatível. Pacheco não frequenta as páginas policiais e a composição acalmariam os ânimos no PMDB. 

No último sábado, Pimentel e Pacheco encontraram-se na casa do advogado Décio Freire, que comemorou o aniversário com personalidades da política e do Judiciário. Pimentel chegou a brincar ao dizer que poderiam formar uma chapa. 

 

Fernando Pimentel e Rodrigo Pacheco

Rodrigo Pacheco e Fernando Pimentel em evento de aniversário do advogado Décio Freire

Sem dinheiro

A Rede Aceito, empresa responsável pela gestão, intermediação e processamento das compras dos funcionários do governo estadual em farmácias de 713 municípios mineiros, informou ontem que irá suspender o serviço, feito por meio do Cartão Medicamento. Conforme a empresa, a suspensão ocorre em função do não pagamento dos valores devidos à empresa pelo Ipsemg.

A Rede já está há mais de 120 dias com atrasos nas parcelas de repasse do Ipsemg e contabiliza mais de R$ 6,2 milhões em compromissos junto às 4.666 farmácias credenciadas no programa. Os pagamentos das compras de medicamentos são processados pelo governo e descontados diretamente dos salários dos servidores ativos e inativos do Estado.

 

 

 

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