PMDB de Temer quer proibir coligações com PT

Amália Goulart / 10/10/2017 - 06h00

O PMDB tem um dilema em mãos: a orientação do partido para as coligações nas eleições do ano que vem. No próximo dia 7 de novembro, a Executiva Nacional se reúne para começar a definir as linhas gerais sobre o comportamento dos filiados em 2018. 

A polêmica central, colocada já em discussão, é a verticalização das coligações. Ou seja, a proibição de que candidatos a governador coliguem-se com partidos de oposição, que não farão parte da coligação para a Presidência da República. A ideia é defendida pela ala do PMDB ligada ao presidente Michel Temer e uma forma de afastar a legenda dos petistas, que fazem oposição ao governo federal. 

Caso prevaleça a proposta, em Minas Gerais, por exemplo, criaria-se um grande embate. Isso porque a bancada estadual do partido quer continuar na chapa do governador Fernando Pimentel (PT). Se a ideia de parte do PMDB ligado a Temer materializar-se em resolução, a aliança com o petista mineiro ficaria ameaçada. A bancada federal da sigla em Minas deseja candidatura própria. 

Outro entrave é a situação do senador Renan Calheiros. O filho dele, governador de Alagoas (Renan Filho) vai disputar a reeleição e já articula apoio do PT e do PCdoB. Em agosto, pai e filho prestigiaram a caravana do ex-presidente Lula pelo Nordeste. Renan criticou a atuação do presidente Michel Temer e citou cortes no Bolsa Família, no desenho de uma futura aliança com petistas. 

O PMDB são muitos. É um dos, se não o mais, complexo da política brasileira. Não distingue aliados. Está com PSDB e PT em várias partes do país. Esse será o discurso, na Executiva Nacional, dos que defendem a liberação de alianças país afora. 

Aqueles que são contrários justificam a necessidade de defesa do governo Temer, respeito aos aliados fieis, como PSDB, e crescimento do partido (lançando candidatos próprios nos lugares onde não for possível uma coligação com aliados, caso de Minas e de Alagoas). 

De certo é que será uma queda de braço, e de poder, interessante. A questão não deve ser decidida no dia 7 de novembro. Mas será lá o início da disputa que deve “pegar fogo”.

Benesse estendida
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais decidiu ampliar o auxílio-creche a que servidores, conselheiros, auditores e procuradores têm direito. Antes, fazia jus a receber a benesse aqueles que têm filhos ou enteados de até 6 anos. A regra mudou para 7 anos.

Da TV para a política

Dois apresentadores de TV em Minas devem alçar novos voos no ano que vem. Carlos Viana e Mauro Tramonte, ambos da Record, devem ser candidatos em 2018. Viana, que também apresenta programa na Rádio Itatiaia, será candidato ao Senado. Já Tramonte pensa em uma cadeira na Assembleia Legislativa. Precedentes de êxito existem: Laudívio Carvalho, João Vítor Xavier e Mário Henrique Caixa. 

Esperança é a última...

A Santa Casa de Belo Horizonte criou um prêmio para parlamentares que mais ajudam a instituição. O prêmio chama-se Esperança e um dos indicados é o senador Aécio Neves (PSDB), que torce os dedos para que o Supremo o livre, amanhã, do recolhimento noturno.

 

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