Preparação para debates e programa de TV reduz tempo de campanha nas ruas

Amália Goulart / 10/08/2018 - 06h00

Os partidos políticos começam a montar as estratégias para ganhar o voto do eleitor. Unanimidade é que o candidato não terá tanto tempo para percorrer o Estado devido à mudança de característica do pleito.

Teremos neste ano 45 dias de campanha. São cerca de seis debates e 35 dias corridos de programa eleitoral gratuito. Os candidatos usam, em média, dois dias para preparar-se para os debates. Ou seja, no dia do embate e no dia anterior, eles tendem a não realizar agendas públicas. As gravações para os programas tomam também de um a dois dias por semana. 

Com a campanha mais curta que as anteriores, que tinham cerca de 60 dias, e com menos recursos (para governador, o teto estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral é de R$ 14 milhões), não resta alternativa a não ser apresentar-se ao eleitor na televisão e nos debates, além das redes sociais, grande aposta do pleito.
Fazenda as contas, restará a cada candidato entre 15 e 20 dias para a campanha de rua o famoso corpo a corpo. E olha que o Estado possui 853 municípios.
Justamente pensando nisso que a pré-campanha transformou-se em uma espécie de campanha informal. Os pré-candidatos não pediram votos, mas foram ao encontro do eleitor pelos quatro cantos de Minas. As andanças começaram, para alguns candidatos, já no ano passado. 

Debates
O primeiro debate em Minas Gerais será da Band, na próxima quinta-feira às 22h. A novidade é a participação do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB).] 
O partido de Marcio não autorizou a candidatura dele, mas a questão ficará a cargo da Justiça Eleitoral, quando analisará, na próxima semana, o pedido de registro. 

Preparação
Foi instalado ontem, na Presidência do TRE de Minas Gerais, o Gabinete Institucional de Segurança para as Eleições 2018. O Gabinete, que funcionou pela primeira vez nas eleições de 2008, tem como objetivo uma atuação coordenada das entidades participantes para garantir a segurança e a tranquilidade do pleito em Minas, cuidando das ações de prevenção e repressão de distúrbios e na apuração de crimes eleitorais.
Além do TRE, integram o Gabinete representantes do Ministério Público Estadual e Eleitoral, as polícias federal, civil e militar e a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais.


‘We have a problem’
A revista britânica The Economist traz no editorial uma análise sobre a possibilidade de eleição do deputado Jair Bolsonaro (PSL). O editorial tem o título “Brasília, we have a problem (Brasília, nós temos um problema)” e diz que a democracia está em risco, caso Bolsonaro vença a disputa pelo Palácio do Planalto. A revista aponta Bolsonaro como alguém que discrimina grupos, como negros e gays, e não tem noção sobre economia.

Protesto
Um grupo de 50 prefeitos dos vales do Mucuri e Jequitinhonha promete paralisar serviços à população hoje e segunda-feira em protesto aos atrasos de repasses de recursos pelo Governo estadual. 


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