PSDB mineiro e Alckmin voltam a pressionar, mas Anastasia diz não

Amália Goulart / 06/03/2018 - 06h00

O pré-candidato ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin (PSDB), desembarcou ontem em Minas Gerais para encontro com empresários e  articular a campanha no segundo maior colégio eleitoral. Montará uma base em Minas, que deve ser coordenada pelo deputado federal Marcus Pestana. 

Na ocasião, ouviu coro uníssono de deputados federais, preocupados com as chapas proporcionais, para que o senador Antonio Anastasia encare a candidatura ao governo de Minas Gerais. Em entrevista, Alckmin também ressaltou a importância de um palanque com Anastasia no Estado. Em mãos, os tucanos têm pesquisa interna que aponta o senador na liderança. Teria ultrapassado o governador Fernando Pimentel (PT), que está na segunda colocação no levantamento. 

Mas Anastasia têm repetido com mesma frequência que os apelos: não será candidato ao Palácio da Liberdade. E não foi diferente ontem. O único cargo que fará o senador sair em campanha é o de vice na chapa de Alckmin.

No PSDB já se pensa em um parlamentar para disputar o Executivo. Isso porque não existem aliados com os quais o partido possa formar uma chapa proporcional. Marcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte pelo PSB, disse em entrevista que não formará aliança com o PSDB. O histórico entre o ex-prefeito e os tucanos não deixa margem a dúvidas. Eles não estarão juntos. Dinis Pinheiro se filiará ao Solidariedade para compor chapa com Lacerda.

Rodrigo Pacheco está de malas prontas para o Democratas e já vetou a presença do senador Aécio Neves (PSDB) na chapa como nome ao Senado, o que inviabiliza o entendimento com os tucanos. 

Além da dificuldade em atrair um parceiro, pesa ainda a bagagem do PSDB. A legenda tem uma chapa proporcional forte, o que espanta partidos de médio porte para uma coligação. Além disso, o nome do senador Aécio Neves em uma composição não é bem vindo pelos pré-candidatos. Para se ter uma ideia do desprestígio do tucano, ontem, os principais caciques do PSDB estiveram presentes ao encontro com Alckmin, dentre os quais Anastasia e deputados federais. Marcio Lacerda, empresários de vários setores e o presidente da Fiemg, Olavo Machado, também prestigiaram. Mas Aécio não foi ao evento. Ao ser questionado sobre o papel do senador, citado por Joesley Batista em delação premiada, Alckmin encerrou a entrevista com um “pergunte para ele”. Para completar a situação, o presidente da Câmara Municipal, vereador Henrique Braga, afirmou que é pré-candidato ao Senado pelo PSDB. Se preciso for, está disposto a ir às prévias com Aécio. 

Desculpas
Pouco mais de dois anos depois de chamar a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) de “vaca” (três vezes no plenário da Assembleia Legislativa de Minas), o deputado estadual Cabo Júlio (MDB) fará retratação. A deputada foi avisada pelo Ministério Público de que o parlamentar pedirá desculpas no plenário da Assembleia na seção ordinária de hoje. 
Cabo Júlio xingou a deputada porque pensou que ela tinha feito um comentário, nas redes sociais, sobre o caso de um assalto em que um PM baleou três bandidos enquanto dirigia um Uber. Além do machismo e da grosseria, o deputado se enganou, pois o comentário não foi feito pela parlamentar. 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários