PT lidera todos os cenários para vaga de senador em Minas

Amália Goulart / 11/10/2017 - 06h00

O PT lidera os dois cenários pesquisados pelo Instituto Paraná em Minas Gerais para uma das vagas de senador a que o Estado terá direito nas eleições do ano que vem. 

O levantamento colocou, em uma primeira simulação, o nome do governador Fernando Pimentel (PT). Nela, o petista está na frente com 24,6% das intenções de voto. Ele é seguido por Rodrigo Janot, com 15,5% e Josué Alencar (PMDB), 15,3%. O senador Aécio Neves (PSDB) tem apenas 13,9% da preferência do eleitor mineiro. Quase mesmo percentual tem o apresentador Mauro Tramonte (13,7%) e o ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB), com 13,6%. 

Pimentel é candidato à reeleição ao governo de Minas. Porém, adversários acreditam que ele pode desistir, caso haja algum imbróglio com a Justiça, já que ele é o principal alvo da operação Acrônimo. 

Em um segundo levantamento, sem a presença de Pimentel, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lidera com 16,9%. Os demais adversários repetem quase o mesmo desempenho do primeiro cenário. 

A pesquisa mostra como Aécio perdeu espaço em Minas. Por esse motivo, deve disputar uma cadeira na Câmara Federal.
O Instituto Paraná também auferiu a preferência do eleitor para a vaga de governador. Pimentel está na frente com 24,4% (percentual baixo para um governador em reeleição). Na segunda colocação está Alexandre Kalil (PHS) com 18,8%. Aécio Neves está na terceira colocação com 13,1%, seguido de Lacerda (8,5%) e Rodrigo Pacheco, do PMDB, com 5,6%. 

O Paraná ouviu 1.507 eleitores em 70 municípios entre os dias 30 de setembro e 5 de outubro. 

Disputa por vagas no TRE

Treze postulantes disputam uma das duas vagas da lista tríplice que será formada para a escolha do novo integrante do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A indicação para a vaga de juiz é cobiçada por vários especialistas no estado, alguns deles de renome. 

Candidataram-se ao posto Bruna César Gonçalves da Silva, Rúsvel Beltrame Rocha, Leonardo Felippe Sarsur, Rogério Vieira Santiago, Leonardo Militão Abrantes, Marcelo Vaz Bueno, Rita de Cássia Menossi Rodrigues, Mário José Ribeiro da Silva, Pedro Gustavo Sarmento Costa, Rodrigo Righi Capanema, Renato de Magalhães, Bruno Burgarelli e Faiçal Assrauy. Também está na disputa Sérgio Francisco Furquim. 

Furquim inscreveu-se primeiro. Como não houve mais interessados à época, o Tribunal de Justiça abriu novamente a possibilidade de inscrição. É preciso encaminhar ao presidente Michel Temer  uma lista com três nomes para que ele escolha o de sua preferência, uma decisão política. Os inscritos nessa rodada concorrerão às duas vagas restantes para compor a lista. Cada desembargador do Pleno do TJMG votará em dois nomes.

Como já informei anteriormente, existe outra vaga de juiz em aberto. Muitos dos 20 nomes que se inscreveram para ela agora migraram para essa nova vaga. É o caso, por exemplo, de Rúsvel Beltrame, amigo do ex-prefeito Marcio Lacerda que atuou na Procuradoria da Prefeitura de Belo Horizonte, e Bruno Burgarelli, que já concorreu a uma vaga de vereador pelo PMDB. Não é possível a inscrição em duas listas simultaneamente. 

Além do status do cargo, um juiz eleitoral é responsável por decisões importantes durante e depois do período das eleições. Decide sobre propaganda e vota pela cassação de chapas. Na primeira lista, muitos dos concorrentes possuíam algum vínculo com lideranças políticas. 

Os dois juízes que deixam os cargos são Antônio Augusto Mesquita Fonte Boa e Ricardo Oliveira.

 

 

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