Retaliação na Fiemg. Presidente nega

Amália Goulart / 02/11/2017 - 06h00

A eleição para a presidência da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) anda tão aquecida que culminou na destituição do presidente da Fiemg jovem, Daniel Junqueira.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado, resolveu tirá-lo do cargo. Em mensagem encaminhada de despedida, Junqueira acusa Machado de demovê-lo do cargo por ser apoiador do candidato Flávio Roscoe. “Junqueira diz que recebeu um ofício com a demissão quando participava de um evento no último dia 28. “Questionado sobre a real motivação, tive como resposta que a minha não concordância política com o candidato da situação para a eleição da entidade, imposto pela presidência da Casa, justificaria meu afastamento”, diz.

Em mensagem ao grupo Pró-Indústria, a que tive acesso, Roscoe mostrou-se indignado com a posição do presidente. “A atitude tomada pelo presidente Olavo contra Daniel Junqueira é injustificada e descabida, uma vez que após a derrota na tentativa de seu terceiro mandato, afirmou que se manteria isento no processo eleitoral”. E mais, disse que existem mais relatos de pressão e perseguição contra presidentes de sindicatos pelo interior. “A Fiemg deve ser de todos, e não somente de um grupo que usa de todos os artifícios para manter-se no comando, sem ética e sem transparência”, completou Roscoe na mensagem.

Machado refutou as acusações. Disse que trocou o presidente da Fiemg Jovem por conta de uma reestruturação que fez na Federação. “Estou acima dessas brigas paroquiais”, afirmou. Ele informou que não tem nada contra Roscoe nem Salum. E ainda disse que Daniel Junqueira se “faz de vítima”. Lembrou que Junqueira não tem direito a voto na eleição para a presidência da Fiemg.

O cargo antes ocupado por Junqueira é de indicação do presidente. Uma espécie de cargo de confiança que, segundo Machado, tem a função de assessorar o presidente na área indicada. “Foi uma remodelação que fizemos e eu, como presidente e assessorado, cheguei a essa conclusão (de retirar Junqueira do cargo). É um direito que tenho”, finalizou.

Sem representatividade
No esteio da impopularidade recorde do presidente Michel Temer, 87,4% dos eleitores não se sentem representados pelo peemedebista. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná. Apenas 9,2% dos entrevistados sentem-se representados por Temer. O restante não opinou.

O levantamento foi feito com 2.718 eleitores de todos os estados brasileiros entre os dias 23 e 26 de outubro.
 

 

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