Sindicato do ônibus diz que, até agora, Kalil não abriu caixa preta

Amália Goulart / 08/11/2017 - 06h00

Promessa de campanha do prefeito Alexandre Kalil (PHS), a abertura da caixa preta do transporte coletivo em Belo Horizonte ainda não saiu do papel. A afirmação vem justamente de quem seria alvo da medida: o sindicato das empresas.

Em comunicado oficial à Câmara Municipal, o Sindicato das Empresas de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) informou ao presidente da Casa, vereador Henrique Braga (PSDB), que a prefeitura ainda não contratou a empresa de auditoria externa.

O documento foi enviado em resposta à solicitação da Câmara, que pediu uma série de informações relativas aos repasses e custos do setor. Os vereadores criaram uma Comissão Especial para tratar do assunto. “Os serviços de auditoria independente ainda não se iniciaram. Aliás, não houve ainda sequer contratação pela Secretaria Municipal Adjunta de Gestão Administrativa da empresa que será responsável pela realização da aludida auditoria. Não havendo serviço de auditoria em andamento a Comissão Especial não a está acompanhando, não se justificando, portanto, os requerimentos acima citados”, esnobou o presidente do Sindicato, Joel Jorge Guedes Paschoalin, que assina o documento enviado ao Legislativo juntamente com o diretor jurídico Renaldo de Carvalho Moura.

Dentre as informações solicitadas pelos vereadores estão o balanço do Fundo Garantidor Econômico, o mapa de controle operacional, localização de sede e filiais de cada concessionária, a frota disponibilizada e o levantamento de créditos expirados do sistema de bilhetagem eletrônica de serviço transporte por ônibus. Os parlamentares estipularam um período para a devassa no transporte coletivo: de 2008 até hoje, perfazendo basicamente toda a administração do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB).

Durante a campanha eleitoral, um dos principais motes de Kalil foi o contrato de concessão para o transporte público na capital. Ele prometeu uma devassa nos contratos, para auferir se há ganhos acima dos previstos e se teria condição financeira de reduzir o valor da passagem.

Por falar em Lacerda...
Secretários, diretores e gerentes da Prefeitura de Belo Horizonte na gestão passada promoveram, na última segunda-feira, um encontro com o ex-prefeito Marcio Lacerda e lançaram um manifesto de apoio à pré-candidatura dele a governador do Estado no próximo ano. Participaram ainda dirigentes, parlamentares do PSB e lideranças dos segmentos temáticos do partido.

O encontro reuniu cerca de 300 pessoas em uma churrascaria da cidade.

Mal feito
A administração estadual já desligou, de janeiro a setembro, 152 funcionários por algum tipo de mal feito que não conduz com a conduta do funcionalismo público. O número já ultrapassa os 117 desligados no ano passado e faz parte do relatório do 3º trimestre, divulgado pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais.
O ano em que mais servidores foram punidos foi 2015, com o recorde de 305 expulsões.

 

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