Solidariedade negocia chapa com PSDB por Alckmin e Anastasia

Amália Goulart / 11/05/2018 - 06h00

Sem sinal do governador Fernando Pimentel (PT) para a solução do atrito entre os emedebistas e o governo, com olhos nas eleições deste ano, o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, deu início a conversas com aliados para analisar a viabilidade de lançar nome do MDB ao Palácio da Liberdade.
Fontes próximas do grupo dele informaram que Adalclever mantém diálogo com integrantes do Podemos e PHS. A ideia é montar um plano B, que já ganha contorno de A. 

O MDB pressiona Pimentel para que possa ceder aos anseios da legenda. O principal deles é a desistência da ex-presidente Dilma Rousseff da disputa pelo Senado. Com isso, Adalclever poderia se candidatar à vaga tendo o caminho facilitado. Outra reivindicação é a indicação para o posto de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). 

O emedebista ainda espera por uma resposta de Pimentel. Por isso, o processo de impeachment na Assembleia está suspenso. Porém, se até a próxima semana não houver nenhuma sinalização, o MDB tocará o plano B. Enquanto espera pela resposta do PT, os emedebistas conversam com potenciais aliados, caso decida lançar candidatura própria. 

Anastasia negocia com Solidariedade


O Solidariedade e o PSDB estão negociando o apoio do primeiro à pré-candidatura do senador tucano Antonio Anastasia ao governo de Minas Gerais. Pela proposta, Dinis Pinheiro ficaria com uma das vagas na chapa, seria vice ou pré-candidato a senador. Ele teria topado a empreitada. Agora, restam ajustes com o partido. 

Colocar Dinis na chapa atende a reclamações de aliados que consideraram que o PSD está “muito guloso”. O partido indicou o deputado federal Marcos Montes para o posto de vice. Mas o PSD já possui a primeira e segunda suplências do senador Anastasia. Ou seja, caso o tucano seja eleito, a legenda ganharia uma cadeira no Senado. 


As negociações com o Solidariedade são conduzidas nacionalmente. 

O Solidariedade articula aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputará a Presidência da República. Se baterem o martelo, Aldo Rebelo irá retirar a pré-candidatura ao Palácio do Planalto para apoiar Alckmin. Em troca, Rebelo poderá disputar uma vaga ao Senado. Ou terá a garantia de que irá ocupar um ministério, caso Alckmin vença a disputa.

A direção nacional do PSDB também abriu diálogo com Rodrigo Maia (DEM), outro presidenciável do campo da direita. A ideia dos tucanos de Minas é casar uma costura com Maia que inclua a desistência do deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) da empreitada ao governo mineiro. Mas essa articulação apenas começou e não agrada a parte dos democratas.
Hoje, o PSC anuncia apoio a Anastasia. Oficialmente, duas legendas aderiram ao projeto. Além do PSC, o PSD declarou caminho conjunto. 

Ex-presidiário, Garotinho é 3º no Rio


De Bangu para as primeiras posições na pesquisa eleitoral para governador do Rio de Janeiro. Conforme levantamento do Instituto Paraná, registrado no Tribunal Superior Eleitoral , Antony Garotinho tem 11,2% das intenções de voto. Perde para Romário (24,8%) e Eduardo Paes (13,5%).


 

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