Tribunal de contas vai investigar cisão da Codemig

Amália Goulart / 10/03/2018 - 06h00

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) vai investigar a legalidade dos atos para a cisão da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e criação da Codemge. O conselheiro José Alves Viana encaminhou à Assembleia e ao Estado pedido de informações sobre a proposta. O envio da documentação, conforme o conselheiro disse em sessão plenária, aconteceu nesta semana. 

Viana é relator do balanço geral do Estado do exercício de 2018.

O conselheiro do Tribunal havia determinado que os envolvidos no processo, em “seus âmbitos de competência, apresentassem estudos, pareceres jurídicos e justificativas que embasaram a alteração da Codemig para sociedade de economia mista bem como a operação de cisão da Codemig; prestassem informações acerca do andamento da operação de cisão da Codemig, com a indicação de todos os atos praticados, explicitando como se deu a versão do patrimônio da primeira para a criação da Codemge; informassem se todo o processo com vistas à cisão da Codemig realmente tramitou em sigilo”. 

A abertura de capital da Codemig foi aprovada pela Assembleia Legislativa. Já a cisão, ainda está em tramitação. 

Ministério Público de Contas também vai analisar o caso.

Em tempo: não tem relação com o caso, mas vale lembrar que José Alves Viana pediu, nesta semana, o direito a receber em dinheiro as férias-prêmio acumuladas. Quem paga a conta é o Estado. E, para se ter ideia da situação financeira do Executivo mineiro, prefeitos reclamam novo atraso em repasses do ICMS. Dessa vez, conforme a Associação Mineira de Municípios, são R$ 159 milhões. Aliás, o TCE também investiga o motivo de constantes atrasos. 

Temer e São Pedro
A chuva cancelou a primeira viagem presidencial de Michel Temer (PMDB) a Minas Gerais. Ele visitaria São Roque de Minas, no Centro-Oeste do Estado. Pousaria em Araxá e seguiria para a cidade vizinha de helicóptero. 
Mas São Pedro não deu trégua, afugentando o presidente. Não houve teto para a aterrissagem do avião presidencial. Temer nem chegou a sair de Brasília.

Desde que assumiu o cargo, em 2016, o presidente não pisou em Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral e teve grande representatividade na vitória de Dilma Rousseff (PT) e derrota de Aécio Neves (PSDB), em 2014.

Pré-campanha
Os pré-candidatos ao governo de Minas intensificaram a maratona em busca de apoio partidário para construir uma boa chapa. Hoje, o ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB) discute o cenário com integrantes da legenda dele. 

Rodrigo Pacheco (MDB) também foi ao interior. Ele articula com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a data para a filiação ao Democratas. 

No Senado, Aécio Neves escolheu o Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas para a peregrinação. Foi recebido em Almenara com faixas de “traidor do povo”. O mar não anda para peixe!
 

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