Vereadores formam blocão e podem indicar Jorge Santos

Amália Goulart / 16/03/2017 - 06h01

Os vereadores de Belo Horizonte se organizam para formar um blocão de ao menos 25 parlamentares para discutir com o prefeito Alexandre Kalil (PHS) votações e prioridades conjuntas. E também para reivindicar, ganhando espaço e poder. A Câmara possui 41 integrantes.

O blocão será composto por vereadores ditos independentes e aqueles da base de Kalil. Fazem parte do grupo aqueles que indicaram o vereador Léo Burguês (PSL) para assumir a liderança do prefeito no Legislativo de Belo Horizonte. 

O nome de Burguês atende a uma parte significativa dos parlamentares, tanto é que já foi levado a Kalil. Porém, uma outra parte do mesmo grupo vê no vereador Jorge Santos (PRB) a escolha perfeita. Por isso, vão também apresentá-lo como opção para assumir a liderança na Casa. 

O líder do Governo é o responsável por discutir propostas da prefeitura com colegas de Parlamento e levar demandas dos pares ao prefeito. Papel que tem de ser exercido por hábil articulador político. 

Na administração municipal, Alexandre Kalil decidiu não escolher aquele que o representará na Câmara tão cedo. Nos próximos dias, o prefeito quer conversar com vereadores para se definir. Ele não pretende distribuir cargos aos parlamentares. Mas fazê-los entender que o relacionamento será diferente. Porém, os parlamentares cobram explicações quanto às nomeações feitas pelo vice-prefeito Paulo Lamac (Rede). “Ele tem que explicar o motivo pelo qual o vice prefeito pode nomear indicados e nós não. Se não pode, ninguém deveria ter direito aos cargos”, disse um vereador. 

Não está descartada a exoneração dos nomeados pelo vice-prefeito, como forma de apaziguar os ânimos. 

Certo é que, enquanto o imbróglio não se resolve, a reforma administrativa também fica adiada. Não será encaminhada para a Câmara antes de abril. Até lá, espera-se ter a definição do líder.

Tyrannos
A Polícia Federal cumpriu ontem sete mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva na segunda fase da operação Tyrannos, que investiga irregularidades na execução do Programa Nacional de Habitação Rural (Minha Casa, Minha Vida). As ações ocorreram no Leste mineiro. 

Executores do programa são investigados por suposta participação em organização criminosa responsável por diversos crimes contra a administração pública nas obras de unidades habitacionais destinadas à população da área rural. 

Conforme a PF, constatou-se que o mesmo grupo investigado na primeira fase da operação praticava irregularidades em outros municípios da região, entre eles, Lajinha, utilizando-se de outras entidades organizadoras em nome de “laranjas”. 

Assim como na primeira fase, a organização criminosa supostamente controlava todas as etapas de execução do PNHR no município – desde a escolha dos beneficiários e cobrança de taxas ilegais até a compra dos materiais de construção, que eram fornecidos por empresas do grupo, registradas em nome de “laranjas”, por preços acima do mercado. 

 

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