Coerência nas compras

Bianca Ladeia / 25/02/2018 - 06h00

Parece estranho quando é dito, mas a maioria das pessoas não sabe ou tem muita dificuldade em fazer compras. Seja pela grande oferta de produtos ou simplesmente pela falta de objetividade e conhecimento de si mesmo. Isso resulta em perda de tempo, energia e, principalmente, de dinheiro.

Existe a falsa impressão de que para estar bem vestido é preciso ter um armário abarrotado de roupas. Isso é um grande engano! É necessário um guarda-roupas funcional, com peças versáteis, de estilos coerentes e que valorizem o corpo de quem as usa.

Há uma grande frustração entre mulheres e homens nesse sentido. Eles relatam que gastam muito dinheiro com roupas e acessórios e têm a sensação de não terem o que vestir, sentindo-se sempre inadequados. Geralmente, o maior erro é sair comprando tudo que gosta ou acha que vale a pena, financeiramente, sem nenhuma análise. Comprar requer autoconhecimento e muita inteligência visual. Infelizmente, nem tudo o que gostamos será adequado.

Quatro aspectos devem ser observados antes de qualquer compra de roupas ou acessórios:

Gostei da peça, mas ela tem a ver com meu estilo? Novas tendências são apresentadas a cada estação e querer adotar todas no dia a dia pode ser um erro. Roupa não é figurino. Sustentar um personagem é cansativo e frustrante. A roupa serve exatamente para mostrar quem você é. Só compre se ela realmente combinar com seu estilo e preferências ou, todas as vezes que vestir, não conseguirá usá-la.

Gostei da peça, mas ela é adequada para o meu corpo? A roupa que veste bem uma pessoa, pode desvalorizar o corpo da outra. Existem biotipos diferentes, então, conhecer e respeitar o próprio corpo é garantia para estar bem vestido. Por exemplo, pessoas que têm a proporção de pernas menor que o tronco não devem usar roupas de cintura baixa, pois isso causa visualmente a impressão de achatar e diminuir ainda mais a parte inferior. O correto é usar peças de cintura mais alta, para criar a ilusão visual de alongar as pernas e deixar a silhueta proporcional.

Gostei da peça, mas terei oportunidade e ambiente para usá-la? Levar para casa uma peça que não se encaixa nos programas e lugares que frequenta, esperando uma oportunidade que pode ou não aparecer, também é um grande desperdício. Afinal, quando essa ocasião especial chegar, será que a roupa ainda estará na moda e agradando?

E, por fim, analise os complementos. Não invista em uma blusa que não terá nenhuma peça para produzir um look em casa ou uma jaqueta que não combine com nada que já tem, por exemplo. Senão a roupa continuará parada no armário, sem nenhum sentido.

A moda tem que resolver problemas, resgatar autoestima e facilitar a vida. Qualquer outra forma que estiver sendo usada, se não essa, deve ser aperfeiçoada.

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