Um pouco da História da Moda – Parte I

Bianca Ladeia / 08/04/2018 - 06h00

Anos 20: A era do jazz, década da prosperidade e liberdade. A sociedade frequentava salões, óperas, teatros e cinematógrafos e as melindrosas eram as mulheres modernas da época. As mulheres foram libertas dos espartilhos e era permitido mostrar as pernas, o colo e usar maquiagem. A silhueta era tubular, vestidos mais curtos, leves e elegantes, confeccionados geralmente com seda. 

Essa década foi a da estilista Coco Chanel, que lançou uma tendência atrás da outra, sendo sucesso absoluto com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs e colares.

Na maquiagem, olhos muito marcados e era costume tirar as sobrancelhas e delinear com lápis. As bocas eram pintadas em formato de coração. As mulheres sensuais dessa década eram as sem curvas, de seios e quadris pequenos. O fetiche estava todo voltado para o tornozelo.

Anos 30: Os materiais das roupas ficaram mais baratos, como o algodão e a casimira, por causa da crise de 1929. No entanto, as formas corporais escondidas na década passada foram redescobertas nos anos 30. As roupas eram mais justas e havia decotes profundos nas costas para os vestidos de festas. O que transformou as costas femininas no novo foco de sensualidade. Foi uma década mais elegante, porém, sem muita ousadia.

A vida ao ar livre com banhos de sol ganhou destaque, surgindo assim os shorts e diminuindo o saiote de praia. As mulheres sensuais agora eram as magras e bronzeadas. Os óculos escuros também ganharam muito destaque.

A estilista Elza Schiaparelli, com suas criações inspiradas no surrealismo, foi a queridinha da época.

O simples e o harmonioso eram valorizados em um estilo mais clássico, que veio junto ao uso do sutiã, para destacar os seios. Devido à Segunda Guerra Mundial, a linha militar também ganhou destaque.

Anos 40: Até o final dos conflitos, a silhueta em estilo militar perdurou. As roupas e os sapatos ficaram mais pesados e sérios, além de ser comum a reforma de roupas, devido à escassez de tecidos. Materiais mais populares e alternativos, como a viscose e as fibras sintéticas se tornaram uma boa opção.

Os americanos estavam inventando sua própria moda e o desenvolvimento do “Ready to Wear” ganhou força. As saias mais curtas com pregas finas e as calças compridas se tornaram práticas.

No entanto, no pós-guerra, em 1947, Christian Dior lançou sua coleção New Look. Com saias rodadas e compridas, cintura marcada, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de salto alto, marcou a volta da sofisticação e do luxo perdidos, que iria ser padrão dos anos 50, que, para mim, foi a década mais glamourosa.

A história da moda é inspiradora e nos faz entender muito a respeito de cada época. Na semana que vem, continuarei com as próximas décadas.

 

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