Chave presencial dá divórcio...

Boris Feldman / 24/02/2017 - 06h00

A eletrônica provocou uma verdadeira revolução no automóvel e pode-se afirmar que, nos últimos anos, as únicas novidades da indústria são baseadas nas modernidades oferecidas pelos computadores integrados às entranhas do carro. 

Entretanto, na ânsia de modernizar - seja lá como for - todos os comandos e controles do veículo, engenheiros e marqueteiros costumam escorregar ao lançar “novidades” que não dizem a que vieram. 

Uma delas é a chave presencial,  aquela que você deixa no bolso e, para ligar ou desligar o motor, basta apertar o botão “start and stop” no painel. 
Nunca entendi a vantagem da ausência desta chave no painel. É tão complicado assim fazer girar um tambor com a chave para ligar o carro?
Mas não é difícil imaginar uma de suas desvantagens. Aliás, fique atento caso seu carro tenha a chave presencial, pois ela pode provocar uma cena que já ocorreu diversas vezes na vida real: maridão chega em casa a noite e mulher vem correndo encontrá-lo, ainda dentro do carro. Ela diz que precisa do possante para umas comprinhas de última hora para o jantar.

O marido entra em casa, ela toca para o supermercado. Chega, encosta e vai às compras. Depois, ao voltar, ela entra no carro mas não acha a chave em lugar nenhum e não consegue ligá-lo. Impossível, pois a chave continua no bolso do paletó do maridão. Ou seja, sair sem a chave, o carro sai, pois ela estava por perto. Mas depois, impossível ligá-lo com a chave a quilômetros de distância. Solução? Ligar para o marido que sai de casa para socorrê-la com o outro carro, ou de moto, taxi ou Uber...

Mas a história pode ter outro final nada feliz. Vai que, ao invés do supermercado, a mulher tenha ido ao motel se encontrar com o outro. Vai ser muito delicada qualquer explicação razoável para o juiz encarregado do divórcio....

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