PID: direto na fonte!

Boris Feldman / 01/03/2017 - 06h00

Se você vai para o exterior e pretende alugar um carro, é recomendável levar o documento próprio, a permissão internacional de dirigir (PID).

 

Diz-se que a PID é recomendável mas, a rigor, ela seria obrigatória. Entretanto, as empresas de aluguel de carros em outros países, na prática, só exigem a carteira de habilitação emitida no país onde mora o motorista. Só vale a pena ter a PID no caso de se envolver num acidente, pois sua falta implica em se contratar um tradutor juramentado para traduzir a carteira de habilitação (CNH). A PID dispensa o tradutor pois tem impresso o mesmo texto em diversas línguas.

 

Não existe, como no passado, a necessidade de uma intermediação para emissão da permissão internacional, que já foi do Automóvel Clube, Touring Clube, outras entidades ou através de despachantes junto ao Detran.

 

Hoje, em quase todos os estados brasileiros, não há sequer a necessidade de se dirigir ao Detran: basta entrar em seu site na Internet e preencher na tela o requerimento. O site emite imediatamente um boleto para pagamento bancário da taxa referente à sua emissão. Ela varia de R$ 150 a R$ 250 e deve ser quitado em qualquer agência bancária.

 

Em questão de dias, o motorista recebe em casa a PID sem pagar um centavo que seja para intermediário algum. A única exigência do Detran para sua emissão é que o motorista tenha a habilitação válida. E a validade da PID é a mesma da CNH: ela expira na mesma data. Mas, Touring Club e Automóvel Club de alguns estados continuam anunciando serem autorizados a emitir a PID, como no passado. Mas eles não a emitem mais: hoje, não passam de meros intermediários, assim como os despachantes.

 

É importante que o motorista, antes de assumir o volante em outros países, tenha conhecimento de algumas regras básicas do trânsito próprias do país. Só como exemplo, nos EUA, o sinal “STOP” (Pare) pintado no asfalto ou numa placa de esquina deve ser rigorosamente respeitado: as rodas do carro devem ficar imóveis, ainda que não venha nenhum outro carro no cruzamento, ao contrário do Brasil, onde os motoristas só diminuem a marcha ( e olhe lá...).  

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