Cofre aberto

Coluna Esplanada / 06/02/2018 - 12h00

A mais recente aferição do Palácio do Planalto apontou que os votos favoráveis à reforma da Previdência estancaram no patamar de 250 a 260 – bem distante dos 308 necessários para aprovar a PEC no plenário da Câmara Federal. Além do desbloqueio de emendas parlamentares, o vale-tudo para conquistar os “indecisos” inclui a liberação de recursos dos ministérios das Cidades, Integração, Saúde e Desenvolvimento Agrário.

Assalto

A avaliação nas hostes e gabinetes do Palácio é a de que nunca um Congresso Nacional foi tão “fominha”. As demandas condicionantes ao voto de apoio não param.

De perto

Roberto Freire, ministro da Cultura por alguns meses, lançará até julho o livro “Governo de Transição”, com bastidores do impeachment de Dilma Rousseff e do atual governo.

Caiu a ficha

“Se eu não puxo palma ninguém aplaude”, desabafou o presidente Michel Temer, reclamando da plateia no lançamento do Documento de Identidade Nacional.

É guerra

Duas propostas em análise no Senado vão acirrar os ânimos entre o Congresso e o Judiciário. O primeiro, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça, extingue o auxílio-moradia. O outro, já pronto para votação em plenário, acaba com a cela especial em caso de prisão de magistrados.

Sem cantinho

A proposta, de autoria do ex-senador Marcelo Crivella, prevê a revogação de normas da Lei Estatutária do Ministério Público e da Lei Orgânica da Magistratura, que asseguram aos juízes e procuradores o direito de ficar em ala separada no presídio onde estejam cumprindo pena definitiva.

PSDB x Lula

É nítida uma torcida da oposição pela prisão do ex-presidente Lula da Silva. O deputado Carlos Sampaio (SP), vice-presidente Jurídico do PSDB, aposta que Lula “deverá ser preso em no máximo dois meses”, ao rechaçar a hipótese de o STF rever a prisão após condenação em segunda instância: “Espero que não aconteça”.

Conexão Roma

Antônio Neto, presidente da CSB e do Sindpd, e Carlos Lupi, que preside o PDT, darão apoio à candidatura do advogado Luis Melossi, ítalo-brasileiro de Curitiba, às eleições para o Parlamento italiano, que começarão logo após o Carnaval.

Governo papão

O payout – proporção de arrecadação de loteria e pagamento do prêmio – no Brasil é o mais baixo do mundo; o governo abocanha grande parte, citou a Coluna na Mega da Virada – foram R$ 600 milhões para o Tesouro e R$ 280 milhões aos ganhadores.

American way

Um dos maiores especialistas no país em loterias e jogos, o professor Magno José, do Instituto Jogo Legal, lembra que os EUA têm tradição em pagar bem, ao contrário do Brasil. O payout médio lá (convertido em prêmio) é de 61,7% do arrecadado. Isso explica os valores de até US$ 900 milhões em apenas um sorteio...

Adeus, CLT

Um pouco do efeito imediato da reforma trabalhista, sem a carteira de trabalho: médico de uma conhecida clínica de medicina do trabalho do DF atesta: número de exames demissionais atendidos no consultório dele caiu pela metade em um ano. Em 2017, diz, chegou a fazer 38 em um dia. Hoje, a média fica entre 15 e 17.

Leite derramado

A Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza audiência pública hoje para debater o relatório (esquecido) da (esvaziada) CPI da Previdência. Representantes de magistrados, auditores da Receita e procuradores da Fazenda estarão presentes.

Onde?

Dois dias antes do lançamento da pré-candidatura de Lula, marcado para amanhã, o PT ainda não havia definido o local do ato em Belo Horizonte. “O evento deve ocorrer no Expominas”, dizia o convite enviado aos filiados.

Samba, Suplicy

O vereador Eduardo Suplicy, que toca pandeiro há décadas, integra no sábado a bateria do Bloco Solteiro e Vagabundo, criado pelo filho João, em Pinheiros.

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