CPI palanque

Coluna Esplanada / 13/09/2017 - 12h00

Os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) já cogitam, nos bastidores, prorrogar os prazos da recém-instalada CPMI da JBS-BNDES, na qual ocupam os postos de presidente e vice-presidente, respectivamente. Deputados e senadores que disputarão a reeleição entram na onda. A CPMI tem prazo de terminar em 12 de fevereiro de 2018. Como a maioria das CPIs, poderá ser prorrogada e adentrar o primeiro semestre de 2018 – às vésperas da campanha de Ataídes para o Governo de Tocantins e de Ronaldo Caiado se lançar candidato à Presidência. 

Script 

Pelo volume de requerimentos e denúncias que se propõe a investigar, a CPMI da JBS-BNDES já é comparada à CPI dos Bingos (2005/06), chamada “Fim do Mundo”. 

Falta o partido

Nas rodas de líderes do Congresso Nacional é dada como certa a candidatura do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, ao Senado. A notícia partiu de Curitiba. 

No chão

Depois dos piquetes em 19 terminais ontem, funcionários da Infraero ameaçam parar as atividades contra a concessão de mais 14 aeroportos. Dia 26 haverá assembleia geral.

Religião no boletim

No ‘recorte’ por escolaridade e ocupação, a maioria dos entrevistados pela Paraná Pesquisas é a favor da implantação do ensino das religiões na grade curricular das escolas: dos que têm ensino fundamental, 63,2% são a favor, e 28,9% são contra; os números são de 63,9% e 30,1% (ensino médio) e 62% e 32,6% (ensino superior), respectivamente. A Paraná entrevistou (por cadastro online) 2.714 pessoas.

Perfis 

Dos entrevistados com ocupação no mercado de trabalho, 64,8% são a favor do ensino das religiões, e 29,1% são contra. Dos não-ativos, 60% são a favor e os contra alcançam 32,4% dos ouvidos. A pergunta feita foi: “O(a) Sr.(a) é a favor ou contra a implantação do ensino da história das religiões na educação básica?”. O STF analisa ação da PGR que propõe o ensino abrangente, sem especificação de credo. O placar está 3 a 2 a favor.

Áudio...

Ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disparou mensagem de áudio por WhatsApp para a militância convocando a turma para manifestação hoje, em Curitiba, durante o depoimento de Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro. 

...da convocação

“Eu estarei lá. Lula vai deixar explícita sua inocência e desmascarar mais uma vez esse processo”, diz Padilha no áudio. Lula pedira ao PT para evitar protestos. 

Palavra empenhada

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) mantém a grita contra a demora do presidente Michel Temer em editar Medida Provisória para alterar pontos da reforma trabalhista: “São 61 dias que Temer não cumpre sua palavra, que empenhou perante os membros da sua bancada de apoio aqui do Senado”. 

Batalha socialista

O deputado estadual Bira do Pindaré, num congresso do PSB no Maranhão, pediu a expulsão do senador Roberto Rocha do partido. Ocorre que Rocha acaba de assumir a liderança do PSB no Senado e passou a mandar muito em Brasília. Os socialistas o acusam de virar as costas para o governador Flávio Dino, que o ajudou a se eleger.

Troca-troca

Roberto Rocha está a um passo de se filiar ao PSDB, pelo qual deve se candidatar ao governo contra Dino. E o atual vice-governador, o tucano Carlos Brandão, assinará em breve ficha do PP. 

O consultor

Apontado como lobista e amigo do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o empresário Roberto Marinho foi indicado pelo presidente Temer para o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Grita

A indicação de Marinho é criticada pelo presidente da União Nacional dos Servidores de Carreira das Agências Reguladoras Federais: “O aparelho regulatório fica fragilizado em razão de nomeações políticas que não respeitam a capacidade e o caráter técnico”. 

Jogo de empurra

Segundo a assessoria da Anvisa, a indicação de diretores é “de competência exclusiva da Presidência da República, sendo a mesma aprovada pelo Senado”. 

Ponto Final

“O que pretendemos barrar são abusos e privilégios que não condizem com a realidade do país”.
Do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), relator da comissão que analisa projeto contra super-salários.

 

 

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