Deu trabalho

Coluna Esplanada / 13/02/2018 - 12h00

Helton Yomura, ministro interino do Trabalho, deve continuar no cargo caso a Justiça impeça a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) de tomar posse. Há articulação na bancada do PTB, que controla a pasta. Pressão existe, candidatos à vaga não faltam, mas há um fator que inibe outras opções do partido: o presidente Michel Temer quer alguém que não seja candidato na eleição. Como o prazo para se desincompatibilizar do cargo é a primeira semana de abril, paira sobre o Palácio a dúvida. O que Cristiane, que deve se candidatar à reeleição, quer fazer no ministério em apenas um mês?

Outros tempos
A família de um poderoso político detento está circulando com escolta privada 24 horas. 

Aldeia ameaçada 
Vereador em Porto Seguro, o Cacique Renivaldo Braz (PV) pediu proteção à Funai e à Polícia Federal por ameaças de morte na aldeia Imbiriba. Seriam do tráfico local. 

Não é não!
Caiu à boca pequena entre políticos a insistência do prefeito João Dória em tirar foto com Zeca Pagodinho. Citam o ‘não é não!’ da campanha de assédio veiculada na TV.

Samba atravessado
Zeca, que tirou a foto a contragosto, segundo testemunhas, é amigo próximo de Lula da Silva. Está explicado. 

Mansão baiana
O deputado Ronaldo Carletto (BA), que comprou a preço de banana (R$ 600 mil), em leilão judicial, uma casa das herdeiras do Banco Rural em Arraial D’Ajuda, está na mira da família que perdeu o imóvel. A tramitação do processo foi relâmpago. E a casa, dentro de 3,5 hectares e com 200 metros de praia na Pitinga, vale uns R$ 35 milhões. 

Fez o dever
A Caixa recebeu “moção de aplauso” do Conselho Curador do FGTS, composto por representantes de sindicatos, empresas e governo, em função do trabalho do banco no período em que foi permitido saque do dinheiro das contas inativas do fundo. 

Chefão
Foi ressaltado o trabalho dos funcionários do banco, mas a moção foi encaminhada ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi.

CAIXA preta
Mas continua desde início do ano passado o silêncio da Caixa sobre a lista de patrocínios para eventos requisitada pela Coluna. A assessoria não entregou, nem pela Lei de Acesso à Informação. Resumem-se a dizer que está tudo no D.O. 

Reforma eleitoral
O deputado Betinho Gomes, do PSDB, diz que será célere na relatoria do projeto de lei que veio do Senado e que institui o sistema distrital-misto para as eleições proporcionais no país. A primeira parada da proposta é a CCJ.

Memória
A Câmara já rejeitou o modelo durante a discussão da reforma política no ano passado, mas sem entrar no assunto. Explicamos: o trecho do texto que previa a adoção do distrital-misto a partir de 2022 estava condicionado à adoção do ‘distritão’, que não conseguiu nem a maioria simples do plenário para ser aprovado. 

Meio a meio
No ‘distritão’, a eleição para deputados e vereadores seria majoritária. No distrital-misto, os eleitores votam no candidato e no partido, e metade é eleito de forma majoritária, metade de forma proporcional.

Eterno puxa-saco
O deputado Waldir Maranhão, hoje no Avante, será lembrado pelo dia em que, assumindo a presidência da Câmara como interino, anulou a votação do impeachment da presidente Dilma, em maio de 2016. No fim de semana, fez questão de parabenizar o PT pelo aniversário do partido. Chamou Lula e Dilma de ‘eternos presidentes’.

 

 

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