PROS procura candidato

Coluna Esplanada / 06/11/2017 - 12h33

O Partido Republicado da Ordem Social (PROS) procura um candidato para lançar à presidência da República. O presidente da legenda, Eurípedes Jr, e o senador Hélio José (DF) – que saiu do PMDB e se filiou – convidaram o senador petista Paulo Paim (RS), que ficou balançado, mas não garante que topará. Paim está mais disposto a tentar a reeleição, mesmo que seja pelo novo partido, diante da fritura pública do PT. “O convite me deixa orgulhoso, o assunto é importante; mas nas pesquisas no Rio Grande para Senador estou bem”, diz Paim, que emenda, cauteloso: “Já existe um quadro (de candidatos ao Planalto) próximo de definido”, indicado que deve ficar pela Casa Alta. O projeto
“O Brasil está precisando de nomes consistentes, com ficha limpa”, explica o convite o senador Hélio José. “É uma proposta para tirar o Brasil da crise”, complementa. 

Na fila
Hélio José foi fundador do PT. Hoje é suplente no Senado de Rollemberg – o governador do DF. Não descarta que o PROS, em 2018, se alie a Lula ou outro nome. 

Caldo de Lula
Lula da Silva incentiva novos candidatos ao Palácio para neutralizarem Bolsonaro. Trabalha cenário para 2º turno que lembra a de 2003: PT, PCdoB, PSB e PDT juntos.

Manuela na lista
A pré-candidatura de Manuela D’Ávila lançada pelo PCdoB é uma pancada no atual cenário. Ela não tem só votos da esquerda. Poder trazer os jovens insatisfeitos contra tudo e todos na praça, e é mais uma na sopa de legendas que Lula da Silva apoia. 

Camarada Ciro
Lula está conversando bem com Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, e Carlos Lupi, presidente do partido. Neste cenário, Manuela e Ciro são potenciais ministros de um eventual Governo do petista, caso ele dispute e vença a eleição. Ou Ciro será a solução.

Caserna em desespero
Embora o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tenha propalado que o Brasil pode enviar tropas para a República Centro África (antigo Congo) – o que custará R$ 1 bilhão por ano ao Governo – o ministério nega que tenha recebido convite da ONU, por ora.

Canhão sem bala
A ideia do ministro vai de encontro ao projeto do Exército, que pena para se manter. Em agosto, o general Villas Bôas, comandante da Força, admitiu que o contingenciamento do Orçamento está comprometendo ações de segurança nas fronteiras e até, acredite, trabalho social. Em suma, o Brasil quer fazer bonito lá fora sem bala no canhão daqui. 

Mineiridade
O vice da Câmara Federal, Fabinho Ramalho (PMDB) admite que pretende disputar o Senado. Negocia com as bancadas federal e estadual emplacar Adalclever Lopes, presidente da ALMG, vice na chapa do governador Fernando Pimentel (PT). 

Dois barrados
Toninho Andrade (PMDB), o atual vice, está fora das conversas. Rodrigo Pacheco, presidente da CCJ e com um pé no PSDB, é outro alijado das tratativas. 

Parlamentarismo
O PSDB, ainda sob comando velado de Aécio Neves, soltou uma pesquisa interna sobre os humores dos filiados para o Parlamentarismo no Brasil: 43% apoiam, por garantir “a troca com rapidez de um governante em caso de crises políticas”.

Sonho de Poder
Eis o projeto de Aécio subliminar na sondagem: presidência já era para ele. Mas se eleito deputado, e as circunstâncias em Brasília alterarem o sistema, um dia ele pode ser Primeiro-Ministro.

Cadê a FAB?
O Página Sete traz denúncia grave sobre as rotas do narcotráfico para o Brasil. A droga vem do Peru, e quatro clãs de famílias controlam o apoio na província de Beni, na Bolívia. São diárias as viagens de aviões para entregar a cocaína pura no Brasil. 

Crime oficial
Há dias revelamos: A Mensagem do Planalto aprovada pelo Senado informa que as operações militares na fronteira devem ser pontuais. E não constantes como se espera. 

Xerifado em festa
Foram cinco dias de passeio: desde quarta, procuradores e cônjuges estão na bela Porto de Galinhas, em Pernambuco, no 34º Encontro Nacional dos Procuradores da República.
 

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